Wendell Lessawendell_lessa@yahoo.com.br

Fuja das aparências

Publicado em 13/07/2022 às 22:09.

Escrevendo sua carta aos Gálatas 2.6, o apóstolo Paulo afirmou: “Quanto aos que pareciam influentes — o que eram então não faz diferença para mim; Deus não julga pela aparência — tais homens influentes não me acrescentaram nada”. Na perspectiva cristã de Paulo, Deus não levará em consideração aparências. Portanto, a vida que agrada a Deus não é de aparência. Alguém que vive de aparências pode muito bem agradar a homens e enganar a si mesmo pensando que sua popularidade lhe dará benefícios. 

Em nada sua aparência contará para atrair a atenção de Deus para sua vida. Cristo é o maior exemplo de uma vida sem aparências. Ele nunca fingiu ser quem de fato era. Ele assumiu todos os riscos da vida terrena para admitir a verdade de quem de fato ele era. Nunca se importou com as falsas impressões que as pessoas poderiam ter a seu respeito. Foi verdadeiro em tudo o que disse e fez. 

A melhor vida é aquela que é vivida de verdade, com sinceridade e clareza. Uma vida de manipulações e máscaras nunca resultará em um viver dinâmico, alegre e pleno. Uma vida de aparências é sempre uma vida mascarada, mentirosa e incompleta, porque exigirá da pessoa um esforço para parecer sempre o que ela não é de verdade. No final, as pessoas perceberão que as aparências as enganaram. 

Paulo ensinou aos gálatas e nos ensina que uma vida genuína não condiz com uma vida que parece ser, mas apenas com a verdade como ela é. O status dos apóstolos de Jerusalém não dizia nada em relação à verdade de Deus. Ainda que eles, Pedro, Tiago e João, mesmo sendo considerados pelas pessoas como “os mestres”, caso ensinassem mentira e adulterassem o evangelho, seriam considerados por Cristo como falsos profetas e mentirosos. O status quo não garantia a eles o mérito da verdade. 

Não sei qual status você ostenta – se é algum cargo, dinheiro, beleza física, tradição religiosa, estrutura familiar, marcas físicas, nacionalidade –; o fato é que, se sua palavra e suas ações não forem coerentes com a vida que você carrega no coração, nada do que você tenha ou represente para as pessoas valerá a pena. A máscara cairá um dia e você se tornará motivo de vergonha não somente para as pessoas, mas para você mesmo, que não suportará viver como amigo da falsidade. 

Por maior que seja o seu esforço para manter as aparências, a verdade não se ocupará com suas falácias e mentiras. Por melhor que sejam seus argumentos para manter uma mentira, a verdade desprezará por completo tanto você quanto seu engodo. Livre-se das aparências. As Escrituras nos ensinam que o evangelho não leva em conta o que “parece” ser, mas aquilo que de fato é. 

Na conhecida narrativa de 1 Samuel 16.7, quando Samuel, pela aparência, julgou ser Eliabe o “ungido do Senhor”, Deus lhe disse, claramente: “Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior; porém o Senhor, o coração”.

Paulo sabia muito bem disso: Deus vê o coração. O homem vê o exterior, mas Deus, que é a verdade, vê o coração. Por essa razão, a Bíblia afirma que a verdadeira circuncisão não é a da carne, como aquela que era praticada pelos judeus no Antigo Testamento, mas a do coração (Romanos 2.29), porque não interessa o que você mostra ser por fora, interessa o que você guarda no coração, porque é do coração que procedem os maus desígnios (Mateus 15.19) e é nele que as fontes de vida são produzidas (Provérbios 4.23).

Fuja das aparências!

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