Wendell Lessawendell_lessa@yahoo.com.br

Cristo perdoa nossa fraqueza

Publicado em 31/08/2022 às 22:09.

No Evangelho de João (5.5-9), lemos sobre a história de certo homem que estava doente havia 38 anos. João não especifica o tipo de doença, mas pelo contexto é possível inferir que fosse paralítico ou tivesse alguma doença degenerativa que o impedia de se movimentar. Não podia mover-se em direção ao poço para lavar-se. Não é nada difícil imaginar a vida e o sofrimento de uma pessoa doente há tanto tempo e incapacitada de mover-se e de curar-se.  

Jesus quer mostrar, porém, que a única alternativa para sermos verdadeiramente curados de nossos pecados é o reconhecimento de que nossos recursos são inúteis e, por isso, insuficientes, e que acreditar no homem é vão.

É natural que qualquer pessoa nessa condição busque diversas alternativas e acredite em várias possíveis soluções, inclusive em propostas supersticiosas e mentirosas, que visam apenas enganar as pessoas prometendo a elas saídas fáceis para problemas complexos. 

Aquele homem acreditava na crença popular de que, se ele fosse o primeiro a entrar no tanque de Betesda, seria curado. No entanto, nunca havia conseguindo. De acordo com sua explicação, não havia ninguém ali, de bom coração, que o colocasse na água. As pessoas ao seu redor eram extremamente egoístas e incapazes de pensar nele primeiramente. Cada um pensava em si mesmo, em seu próprio problema e se atirava no poço sem se importar com outra pessoas carentes. Aquele homem ofereceu a mesma desculpa que todos nós costumamos oferecer: ninguém quer me ajudar. 

Observe três importantes destaques que o texto de João quer que aprendamos a respeito do modo de Deus agir em relação às pessoas:  

1. Jesus viu o homem – este é um precioso ensino bíblico: não é o homem quem primeiramente olha e busca a Deus, porque o coração humano não deseja se encontrar com o Senhor, mas é Deus quem primeiramente nos ama e nos busca, a fim de mudar nosso coração para aceitá-lo. Por isso, se Deus olhar para uma pessoa, não importa quanto tempo dure o seu sofrimento, ele cessará no dia em que Jesus olhar com a mesma compaixão que olhou para o homem que sofria de uma doença incapacitante.

2. O homem fez o que quase todos nós fazemos – colocou a desculpa de sua enfermidade nas circunstâncias e na ausência de pessoas para ajudá-lo. Além disso, colocou suas esperanças na crença popular a respeito do tanque de Betesda. As pessoas diziam que, quem primeiramente entrasse no tanque, seria curado. Nós também agimos assim, sempre culpando as circunstâncias ou as pessoas por nossos problemas, pensando que o olhar e compaixão delas ou os acasos e sortes é que nos salvarão. Jesus quer mostrar, porém, que a única alternativa para sermos verdadeiramente curados de nossos pecados é o reconhecimento de que nossos recursos são inúteis e, por isso, insuficientes, e que acreditar no homem é vão. Somente Jesus Cristo é suficiente para solucionar nossos problemas. O homem precisou confiar no Senhor somente. Ele passou 38 anos esperando que alguém o colocasse no tanque. Nunca ninguém o colocou, porque não são os recursos humanos que nos salvam de nossos problemas.

3. A palavra de Jesus é o que verdadeiramente promove a mudança real – enquanto Deus não disser o que deve acontecer nada acontecerá. Essa é uma realidade inquestionável na Bíblia. Todas as coisas acontecem pelo poder da Palavra do Senhor. Foi assim desde o início. O mundo passou a existir no momento em que “Deus disse”. Portanto, podemos tentar manipular a realidade e as pessoas, forçar as mudanças circunstanciais, falsificar a verdade, mas o fato é que enquanto o próprio Jesus não disser o que deve acontecer as coisas não acontecerão. Jesus disse “Levante-se, pegue sua maca e ande!” e isso de fato aconteceu. Aquele homem precisava crer em Jesus e em sua Palavra e não na crença popular a respeito do tanque de Betesda. 

A principal lição que tiramos desse texto é: Jesus Cristo é compassivo com as nossas fraquezas.  

Quando somos fracos e, por isso, colocamos nossa fé nas situações, nas pessoas ou em nossos recursos, e apresentamos desculpas para não confiarmos nele, ele demonstra misericórdia e graça e, apesar de nossa inútil autossuficiência, ele nos cura as feridas e nos liberta de nossos pecados e de nossa incredulidade.

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