Wendell Lessawendell_lessa@yahoo.com.br

A religião da liberdade

Publicado em 09/11/2022 às 22:57.

Olyott ainda afirma que “o cristão anseia pelo céu, comunga com o Deus do céu, aproximando-se dele constantemente pela mediação de Cristo, repleto de louvor e gratidão a ele e, por amor dele, vivendo para o bem do próximo”

John Stott, conhecido pastor anglicano britânico, afirmou, numa obra organizada por Timothy Dudley, “Cristianismo Autêntico”, que “cristianismo autêntico – o cristianismo de Cristo e de seus apóstolos – é o cristianismo sobrenatural.  

Não é uma ética domesticada e inofensiva; não consiste em alguns chavões morais, temperados com uma pitada de religião. Antes, ele é a religião da ressurreição, o viver pelo poder de Deus”. 

O cristianismo é absolutamente sobrenatural e acontece no coração, no ser mais íntimo do homem, e não em sua exterioridade.  

Não é mais a carne do prepúcio que é cortada em sinal de pertencimento, mas é o coração interior petrificado que destruído pela graça infinita de Deus e substituído por um novo coração.  

O exterior se modifica, mas depois e a partir do interior. 

Não se muda o comportamento antes de se mudar o coração. Primeiro, a mudança ocorre dentro e depois se mostra exteriormente.  

O cristianismo não é uma religião de comportamentos ou de modos éticos ou do certo e do errado, não é uma suma de regras nem um aglomerado de ordenanças, não é uma religião do intelecto nem da racionalidade pura.  

O cristianismo, para tomar emprestada a terminologia de Michael Horton, é “a lei da perfeita liberdade”.

O pastor paquistanês Stuart Olyott se referiu ao cristianismo como não “uma religião de formas e cerimônias, ofertas e liturgias, sacerdotes e ministérios, ordens de faça isso ou não faça aquilo, altares e velas, paramentos e placas, incensos e crucifixos, santos, ícones, sinos, sacrifícios ou qualquer outra coisa semelhante.  

Uma religião que dê atenção a essas coisas não é cristianismo, pois tal doutrina consiste no dom da graça de Deus no coração. Suas características são: confiança na obra completa de Cristo e um pacto aberto com ele, suportando o opróbrio que isso traz”.

Olyott ainda afirma que “o cristão anseia pelo céu, comunga com o Deus do céu, aproximando-se dele constantemente pela mediação de Cristo, repleto de louvor e gratidão a ele e, por amor dele, vivendo para o bem do próximo”. 

Esse é o verdadeiro cristianismo: centrado somente em Cristo e em nada mais. 

É a religião da alegria, da graça, do perdão. 

É a religião do arrependimento genuíno em contraste com o remorso fingido; é a religião da vida, que celebra a vida e festeja a misericórdia.  

Não é um presídio que nos encarcera, mas é a corrente quebrada, as algemas abertas e um viver livre e dinâmico que glorifica a Deus em tudo o que faz.  

E o que se faz não é por obrigação para com alguém que manda, mas por gratidão solene e temor reverente ao Senhor do Universo.

Por isso, ser cristão é, para usar C. S. Lewis, difícil e fácil ao mesmo tempo.  

Não é a religião do “isso pode”, “isso não pode”. É a religião que diz “alegre-se, jovem, na sua mocidade!  Seja feliz o seu coração nos dias da sua juventude! 

Siga por onde seu coração mandar, até onde a sua vista alcançar; mas saiba que por todas essas coisas Deus o trará a julgamento. 

Afaste do coração a ansiedade e acabe com o sofrimento do seu corpo, pois a juventude e o vigor são passageiros” (Ec 11.9,10).  

Viva a vida com alegria e temor a Deus!

Compartilhar
Logotipo O NorteLogotipo O Norte
E-MAIL:jornalismo@onorte.net
ENDEREÇO:Rua Justino CâmaraCentro - Montes Claros - MGCEP: 39400-010
O Norte© Copyright 2022Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por