Aldeci XavierJornalista, articulista, analista político e empresarial | aldecixavier@gmail.com

O voto e o corrupto

18/05/2022 às 00:47.
Atualizado em 18/05/2022 às 08:48

É triste assistir o rumo que vem caminhando a política no Brasil. Quando imaginávamos que os verdadeiros valores sociais prevaleceriam no pleito eleitoral deste ano, com os eleitores sepultando de vez os políticos corruptos, ou que pese sobre os ombros processos por envolvimento em ato ilícito. Para minha tristeza, pesquisas têm mostrado que estes, depois de terem sido abençoados e “perdoados” pelo Judiciário, aparecem na prateleira de cima nos levantamentos. Resumindo: sou de opinião de que quem aplaude e apoia a corrupção, corrupto é.

PT e o palanque
Se a intenção da cúpula petista mineira é de confundir lideranças que articulam apoios no pleito eleitoral deste ano, está no caminho certo. Neste final de semana o partido esteve reunido e mandou um recado para o deputado estadual Virgílio Guimarães, por ter se reunido com o senador Alexandre Silveira (PSD), que é candidato à reeleição. “O candidato ao senado do PT é o deputado federal Reginaldo Lopes e ninguém está autorizado a apoiar outras candidaturas”. O posicionamento não passa de jogo de palavras e uma forma de forçar Kalil (PSD) a abrir espaço no seu palanque para a candidatura de Lula (PT). Para haver acordo, Lopes tem que abrir mão do projeto.
 
E agora Alexandre?
Tenho a tese de que a leitura do quadro eleitoral em Minas só será possível após as convenções. No momento, percebemos um espaço em branco na disputa pela vaga no Senado. No meio de todo enredo está o senador Alexandre Silveira (PSD), que assumiu a vaga no Senado em substituição ao senador Anastasia, que foi para o TCU. Primeiro, ele está sendo apoiado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que sofre resistência do eleitorado mineiro. Outro ponto é que um acordo entre Lula e Kalil coloca Silveira no palanque da esquerda, que não é o seu perfil e nem do seu eleitorado.
 
Memória curta 
É fácil perceber que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), mesmo não tendo assumido oficialmente, já definiu que fará oposição ao presidente Bolsonaro. Tal posicionamento não é nenhum segredo para os marqueteiros. Primeiro, seu objetivo é ficar bem com o STF e, segundo, explorar os holofotes da mídia que se opõe ao chefe do Executivo. Na sua análise, qualquer que sejam os resultados das urnas ele terá mais quatro anos para convencer o eleitorado. Aposta na máxima de que o brasileiro tem a memória curta.
 
Chances de eleição
Têm sido constantes pessoas que gravitam em torno do processo político saírem por aí apontando os candidatos que serão eleitos e os que serão derrotados. O exercício de futurologia é baseado unicamente numa projeção de votos necessários dentro do quociente eleitoral. Para saber mesmo, só após as convenções. De mais a mais, quem busca a reeleição tem mais chance de que quem está fora.

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