A Câmara dos deputados aprovou quinta-feira (21) projeto que veda a imposição de sigilo sobre gastos com viagens da administração pública federal, que inclui despesas com diárias e passagens. O texto segue para o Senado e depois para sanção ou veto presidencial. O erro que vejo no texto é que direcionou apenas a esfera federal quando deveria atingir estados e municípios, principalmente no que diz respeito a viagens de agentes municipais. Aliás, a farra da verba indenizatória para complementar renda tem sido uma prática nas câmaras municipais, aproveitando a cegueira dos órgãos de fiscalização.
Eduardo Cunha
Que o ex-deputado carioca, Eduardo Cunha ( Republicanos) transferiu seu título eleitoral para Minas Gerais e está em franca campanha a uma vaga na Câmara Federal já é do conhecimento de todos. A novidade é que a sua candidatura está condicionada ao julgamento por parte do STF da constitucionalidade do texto aprovado pelo Congresso que flexibilizou regras da Lei da Ficha Limpa, abrindo caminho para a volta de condenados às disputas eleitorais. A votação no Supremo da denúncia, que foi oferecida pela Rede Sustentabilidade, teve início ontem (21). Além de Cunha, correm o risco de ficarem de fora das eleições Anthony Garotinho ( Republicanos), José Roberto Arruda (PSD) e José Dirceu (PT). A relatora é a ministra montesclarense, Cármen Lúcia.
Linha Férrea
É fato de que a construção de pontes e abertura de avenidas em Montes Claros vem contribuindo muito para a melhoria no trânsito na cidade. Entretanto, a novela de capítulo sem fim tem sido a necessidade urgente da retirada da linha férrea da área central da cidade, utilizada pela FCA, que, além de dividir a cidade, não beneficia em nada a região por onde passa. O município de Curvelo que é menor que Montes Claros em vários aspectos, inclusive populacional e econômico, conseguiu a muitos anos atrás, graças ao empenho da classe política, retirar a linha férrea de sua área central.
Zema e a direita
Hoje é possível dizer que o maior adversário na direita em Minas Gerais é o ex-governador Romeu Zema (Novo), que numa tentativa desesperada de crescer nas pesquisas de intenção de voto tem "atirado para todos os lados". No momento tem utilizado a figura do senador Flávio Bolsonaro (PL) para seus ataques. O resultado é que além de afastar aliados de direita por este Brasil afora também vem prejudicando o avanço e a articulação com outros partidos que gravitam no campo da direita do ex-vice, atual governador e pré-candidato, Mateus Simôes (PSD). Se pensa em avançar, Zema tem que entender que honestidade é um dever básico e não pode ser entendido como ato heroico.
Pacheco
Se o fato de ter sido eleito na embarcação e com o voto da direita e mudado radicalmente para a esquerda fragilizou a credibilidade do senador Rodrigo Pacheco (PSB), o fato de não se manifestar publicamente será candidato ao governo de Minas, ou não, aumenta ainda mais a descrença.
