Que o TRE-MG manteve em segunda instância a cassação da prefeita de Francisco Sá, Aline Bicalho (PT), que seguiu entendimento do STF, e que quem assume a prefeitura é o presidente da Câmara, Ronilson Fabiano Gonçalves (PRD) e que haverá nova eleição todos já sabem. O fato interessante vem do apoio na proporcional. A prefeita cassada, Aline Bicalho escolheu como candidato o deputado federal, Paulo Guedes (PT) e a médica Laís Santiago (PDT) como sua candidata a estadual. O curioso é que mesmo com a mudança na chefia do executivo a candidata Laís Santiago continua sendo o nome a estadual escolhida pela chefia do executivo. É que Ronilson já havia declarado apoio a médica para estadual e para federal o deputado Fred Costa que pertence ao seu partido, o PRD.
Uma coisa e outra coisa
Existe uma famosa expressão popular brasileira que diz:”uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”. No meu modo de pensar o ditado se aplica muito bem no que vem acontecendo com a política em Minas Gerais. De um lado o ex-governador Zema (Novo) deixa a chefia do executivo mineiro bem avaliado e apostando que pode repetir a história de quando foi candidato pela primeira vez e venceu as eleições. Da mesma forma, o atual governador Mateus Simões (PSD) cola sua campanha em Zema acreditando que a avaliação do passado se aplica no pleito deste ano. Primeiro que com a polarização da campanha na esfera federal entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), não será surpresa se o ex-governador perder dentro do seu próprio Estado. Por outro lado, é fato de que ele deixou de ser eleito senador para dividir a direita no Estado. Já Mateus Simões, quando descobrir que deve descolar sua campanha dá de Zema já será muito tarde
Eleição judicializada
O fato do judiciário brasileiro ter dado vazão a enxurrada de processo parlamentares ligados a esquerda, abrindo, no meu modo de pensar, grave precedente, nos permite prevê que assistiremos este ano uma eleição judicializada, onde ficará claro a tentativa de transferir paro judiciário uma decisão que é da população através dos seus eleitores.
SANTO DE CASA
É curioso observar como alguns políticos exaltam Montes Claros e o Norte de Minas nos discursos, mas, na hora de contratar os profissionais responsáveis por sua comunicação, preferem buscar agências de fora, pagando valores que dificilmente aceitariam pagar à prata da casa. A região conta com jornalistas, publicitários, fotógrafos, designers, produtores e assessores altamente preparados. Profissionais que conhecem a realidade local, a imprensa, as lideranças e, principalmente, a linguagem e as expectativas da nossa gente.
Jô Soares
“A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa”.
