Sempre alertei aos leitores de que hoje não existe como você analisar uma campanha política, ou candidatura, sem levar em consideração o contexto nacional, estadual e regional. Às vezes temos até que analisar os acontecimentos internacionais. Agora, por exemplo, estamos assistindo vários comentários em relação à visita que o presidente Lula (PT) fez ao presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Enquanto aliados do presidente Lula (PT) comemoram o encontro usando como argumento o tempo de duração e fotos tiradas no evento, a oposição ironiza dizendo que as declarações não passam de narrativas. O certo é que baseado no comportamento e nas negociações feitas por Trump, mundo afora, as exigências colocam o "Brasil de quatro". O pedido de prazo de 30 dias para analisar as propostas dos Estados Unidos já é uma demonstração de que o acordo só favorece um lado. Aliás, é preciso que a população tenha conhecimento das bases do acordo que está sendo tratado.
Candidatos do Norte
Leitores têm insistido para que faço uma avaliação da situação das candidaturas apresentadas no Norte de Minas. É claro que temos um panorama superficial em relação ao quadro. Entretanto, o momento não é propício para citar nomes até porque poderei de forma antecipada prejudicar algumas candidaturas. O que posso dizer é que existem alguns nomes, que independente de serem , ou não, eleitos, já aparecem nos holofotes do processo. Entre os novatos podemos citar o ex-prefeito de Taiobeiras, Denerval Germano (PL) que busca uma vaga na Assembléia de Minas, bem como o vereador por Montes Claros, Rodrigo Cadeirante (Podemos), que deve aumentar sua votação em relação a 2022. Em relação às candidaturas a federal, independente do resultado final é possível afirmar que entraram no holofote do processo os ex-prefeitos, Pedro Braga e Ruy Muniz. É bom lembrar que avaliação política só serve para o momento sem garantia de resultado final no futuro.
De olho na convenção
Somente após as convenções partidárias é que terei condições de aproximar das chances de cada candidato, principalmente na disputa proporcional, é que até lá muitos desistirão da empreitada. Um outro fato é que entre as agremiações que conseguiram sobreviver existem algumas que em Minas Gerais, num passado recente, era cortejada e bem avaliada. Hoje luta para emplacar, de um a dois, deputados. Hoje a valorização está na tentativa de participação na majoritária, como é o caso do PDT que tem como tabua de salvação a candidatura ao Governo de Minas, de Alexandre Kalil, para impulsionar chapa de deputados.
