Começou nesta semana a movimentação da concessionária Ecovias das Gerais, visando a duplicação de trecho da BR-251 e BR-116. Segundo a EcoRodovias não haverá cobrança de pedágio , nem operação rodoviária, durante a implantação nos primeiros 100 dias. De início os trabalhos serão recuperação e preparação da rodovia. Já em novembro começa o serviço de atendimento 24 horas, com os motoristas contando com socorro médico e mecânico, inspeção de tráfego e monitoramento permanente da malha. Aliás, chamou a atenção representantes do Governo Federal, e políticos ligados ao grupo, terem comparecido na última sexta-feira(3) na BR-251, anunciando que estariam naquele momento dando ordem de serviço. Na prática foi apenas um ato político visando colher dividendos. Vale lembrar que o Governo vendeu o direito da EcoRodovias explorar pedágios na rodovias, sendo que a fatura vai para os usuários que terão que pagar pelo serviço. O Governo Federal não irá aplicar na obra uma moeda sequer. A exploração política é subestimar a inteligência da população.
Cartórios
O governo de Minas, Defensoria Pública e Ministério Público de Minas apresentaram ao STF, na sexta-feira (3), um documento em defesa do novo modelo de cobrança de taxas cartoriais no Estado. Sem entrar no mérito da questão, entendo que a ganância dos envolvidos, Governo e cartório, pela cobrança absurda de taxas, foge a realidade e a capacidade da população. Hoje a cobrança pelo registro de imóveis constitui num verdadeiro assalto. A Abrainc, responsável pelo questionamento junto à justiça, cita que em alguns casos houve aumento superior a 300%, além de cobranças progressivas. Aliás, a defesa dos aumentos se deve ao fato de parte da arrecadação ser destinado a fundos ligados ao Ministério Público, Defensoria Pública e a Advocacia-Geral do Estado, hoje em 40% do total
Avaliação das candidaturas
Estamos preparando uma análise das candidaturas que estão sendo colocadas, avaliando a capacidade não só dos candidatos, mas principalmente a estrutura e a chapa de cada partido. Sem querer antecipar percebo que várias das candidaturas importantes do Norte de Minas poderão ficar no meio da estrada. Como não tenho interesse de defender nenhuma bandeira especificamente, posso adiantar que nomes que pessoalmente estão bem avaliados estão correndo o risco em decorrência da fragilidade da chapa que foi montada. Aliás, para se ter idéia, levando em consideração as federações como único partido. É possível dizer que pouco mais de 10 partidos vão conseguir eleger deputado, seja estadual, seja federal.
Dependendo de Kalil
Não precisa ter bola de cristal para afirmar que o deputado federal Mário Heringer, presidente do Diretório Estadual do PDT em Minas, apesar de experiência política de longas datas, dormiu no ponto na montagem da chapa que irá concorrer na disputa proporcional. Para se ter idéia, a agremiação hoje depende da candidatura ao Governo de Minas de Kalil (PDT), para conseguir eleger dois deputados federais. Para complicar a situação, a decisão do deputado estadual Thiago Cota (PDT) de não disputar a reeleição coloca em risco a eleição dos estaduais. Se as eleições fossem hoje, o partido estaria alimenta o sonho de conseguir pelo menos uma vaga.
