Terezinha Camposterezinhaorquidea@gmail.com

Sobre a ansiedade

Publicado em 22/07/2022 às 00:04.

Vivemos num momento em que temos sido assolados pela ansiedade. Tudo queremos no nosso tempo, sem levar em conta a vontade de Deus, que é soberana. Na correria da vida, por vezes passamos por alto pequenas belezas que podem nos trazer alento e grandes lições.

Corre-se tanto para ganhar mais e alcançar mais do que o necessário. A busca inescrupulosa e paradoxal pelo material põe em risco saúde e relações, alegria e contentamento. E não é exatamente disso que todos precisam? Saúde, boas relações, alegria e contentamento? Sim! Muito bem.

Se corressemos menos e desfrutássemos mais os prazeres que não custam tanto, a vida seria mais leve! Se trabalhássemos na medida certa e descansássemos nosso espírito na confiança de que dependemos de Deus para respirar, teríamos mais saúde.

Lamentavelmente, a ansiedade cobra um preço muito alto dos ansiosos. O filósofo Montaigne expressa bem a situação humana com suas palavras: “Minha vida foi cheia de terríveis infortúnios, a maioria dos quais jamais aconteceu”.

Gostamos de nos preocupar. Na verdade, quando não temos algo importante com que nos preocupar, passamos a ficar ansiosos com insignificâncias. Todos somos, muitíssimas vezes, como a senhora que declarou: “Sempre me sinto mal quando estou bem, pois sei que vou me sentir mal pouco tempo depois”.

A ansiedade é uma inimiga silenciosa e traiçoeira que vai dilacerando a vida emocional, moral e intelectual roubando-nos a saúde e deixando-nos à mercê das circunstâncias.

Alguns anos atrás o Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos publicou uma declaração relacionando o predomínio de doenças nervosas e a tendência de preocupar-se com o enfraquecimento e encurtamento da vida. Nessa declaração, estava a seguinte observação (sem dúvida alguma, inspirada nas palavras de Jesus): “Tanto quanto se saiba , nenhum pássaro tentou construir mais ninhos do que seu vizinho. Nenhuma raposa se afligiu porque tinha apenas uma toca na qual se esconder. Nenhum esquilo morreu de ansiedade , temendo não ter suprimentos para dois invernos em vez de um, e nenhum cachorro perdeu o sono pelo fato de não ter ossos reservados para sua velhice”.

O ponto que Jesus apresentou em referência ao cuidado de Deus dispensado aos pássaros não era de que eles não trabalham. Ninguém trabalha mais arduamente para sobreviver do que os pardais. O que Jesus salientou é que eles não ficam ansiosos . Não se esforçam para enxergar um futuro que eles não podem ver, nem buscam segurança em coisas armazenadas e acumuladas.

Sejamos aprendizes da sabedoria do Alto . Não dependamos apenas de nós mesmos, mas de Deus. Nossa vida está nas mãos d’Ele. Foi Ele quem nos criou. Ele não nos daria o necessário? Por que nos desesperarmos tornando-nos ansiosos? Somos filhos do mantenedor do Universo. Há um Pai que nos ama como a própria vida.

Olhemos as aves do céu e descansemos no Senhor.

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