Terezinha Camposterezinhaorquidea@gmail.com

Era amor

Publicado em 30/06/2022 às 21:30.

Todos os dias, pelos telejornais ou jornais escritos ou revistas, somos bombardeados por fantasmas que nos tiram a paz; e o maior bombardeio é contra crianças e adolescentes assediadas por pessoas ligadas à família da vítima e/ou malfeitores, que se unem para o mal para com os indefesos. Fico atônita buscando nas ações sociais os meios de garantir a esse público indefeso o direito de desfrutarem dias com segurança, onde possam conviver desfrutando dos benefícios próprios de sua idade.

Amy nasceu em 1867, em uma pequena vila na Irlanda do Norte, e se tornou cristã aos 15 anos. Ela e sua família se tornaram fervorosos presbiterianos. Ela queria ser missionária e, aos 24 anos, foi para o Japão. Porém, sofrendo de uma doença dos nervos que a deixava fraca e de cama por semanas, ela teve que voltar para casa.

Anos depois ela seguiu para a India, onde passaria toda a vida. Lá, seu trabalho mais notável foi com meninas e mulheres jovens. As meninas eram dedicadas aos deuses nos templos hindus e forçadas à prostituição religiosa que rendia dinheiro aos sacerdotes. Quando as famílias não as queriam ou se precisavam de dinheiro e pretendiam se desfazer de mais uma boca para alimentar, ou se as crianças tinham alguma deficiência, eram vendidas aos templos, onde eram muito maltratadas e submetidas a abusos.

Amy Carmichael fundou o Dohnavur Fellowship, em Tamil Nadur, no sul da India. Esse orfanato se tornou um santuário para mais de mil crianças. As crianças recebiam nomes indianos e usavam roupas nativas. Amy também se vestia assim e pintava a pele com café, misturando-se aos indianos. Ela andava longas distâncias pela India para salvar uma criança.

Em 1931, gravemente ferida numa queda, Amy ficou na cama até morrer, em 1951, com 83 anos de idade. Ela deixou 35 livros publicados. O mais conhecido é um dos primeiros relatos sobre a missão na India, publicado em 1903.

Quando perguntavam às crianças indianas o que as atraía a Amy, elas respondiam: “É o amor. Amma (mãe) nos ama”. Amy Carmichael, certa vez, escreveu: “Se eu não tiver compaixão do meu próximo, como o Senhor teve compaixão de mim, então não conheço nada do amor do calvário”.

Lendo uma escritora cristã, ela ratificou essa verdade ao dizer que “uma religião que nos leve a negligenciar as necessidades humanas, seus sofrimentos ou direitos, é falsa. Desdenhando os direitos do pobre, do sofredor e do pecador, estamos demonstrando-nos como traidores de Cristo. O cristianismo tem no mundo tão pouco poder exatamente porque as pessoas usam o nome de Cristo ao passo que contrariam Seu caráter na vida que vivem”.

Não sei o que podemos fazer pelo nosso vizinho ao lado, pelos nossos próprios familiares, por aqueles que conosco convivem no trabalho ou nos grupos aos quais frequentamos; mesmo porque os fantasmas são também emocionais, psíquicos e espirituais. Que o Espírito Santo nos oriente a demonstrar o amor de Deus entre os menores irmãos!

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