Pelo significado da palavra prognóstico, penso que deveria receber apenas dois adjetivos: bom e mau. Vejamos!
Destrinchando cada letra da palavra, vejamos sua origem. Deriva do prefixo pró, que significa “antes” ou “adiante” e gnosis que é “conhecer”, “saber”. Assim, prognosticus do Latim ou prognostikós do Grego significa “saber antecipadamente”, ou “ conhecer previamente”.
Pelo Dicionário Online de Português, prognóstico “é a previsão de um evento ou a provável evolução de um processo, baseada no que já foi diagnosticado ou observado no presente”.
Sendo assim, a palavra prognóstico, como tentativa de antecipar o futuro, poderá ser usada na medicina, meteorologia, economia, esporte, política, apostas, ou até mesmo para “prever o futuro amoroso” de alguém, mas aí larga a estatística e vai para a área dos fenômenos do amor.
Fazer um prognóstico nessas áreas de conhecimento acima é basear-se no conhecimento do que já aconteceu, analisar cientificamente o que está acontecendo, e em cima de dados reais, supor o que irá acontecer.
Por essa definição, apostas em jogos de azar, que estão destruindo famílias tanto quanto as substâncias ilícitas, não segue nenhuma lógica, e está fadada à falha, erro, perda, derrota, autoextermínio.
Sobre antecipar os passos de um relacionamento amoroso, nem o próprio sentimento maior, denominado amor, em seus delírios mais insanos seria capaz de desvendar o que irá se suceder.
Na política, o prognóstico de um resultado eleitoral virá após análise de dados estatísticos, observando-se uma soma de pesquisas – retrato do momento – manifestações na rua, comportamento do público nas redes sociais – cada grupo apoiador seguindo uma estratégia. Há Casos de virada durante o transcorrer da votação, pegando a todos desguarnecidos.
A Economia, segundo os especialistas em desmentir suas previsões catastróficas, erra com louvor ao imaginar o caos e colher resultados positivos e crescimento do PIB – Produto Interno Bruto.
A Meteorologia já foi pior. Em relação aos prognósticos sobre o que irá acontecer com o tempo climático, é um vexame atrás do outro. Presta-se atenção nisso por caridade, mas erram com bola fora mais da metade dos casos. Quando diz que vai esfriar, esquenta. Hoje acerta parte das previsões.
Na Medicina, como militei em consultório de Endocrinologia por 40 anos, muito estudiosa como sempre fui, acertei mais que errei nos diagnósticos, obviamente. Quanto aos prognósticos, eu, e meu grande pessimismo, não acertei sempre, mas alertei de forma realista, convincente, sem assombrar ninguém, em especial em relação ao diabetes. Quando me formei, em 1979, a maioria dos portadores de diabetes, antes de 25 anos de doença, tinha sérios comprometimentos renais, coronários, visuais ou de extremidades. Ciência, insulina, medidores de glicemia, exames de imagem, tudo evoluiu em socorro de quem escolheu se cuidar. O que se vê hoje são pessoas com 50, 60 anos, 70 anos de diabetes, com danos mínimos em seus órgãos.
Errar um prognóstico como este é pura alegria. Perder dinheiro em Bets é grande alerta para se sair do vício.
