Leandro Mazzinie Walmor Parente Com Carolina Freitas e Sara Moreira

Navios fantasmas

Publicado em 24/11/2022 às 23:03.

A Baía da Guanabara – só em parte dos 412 km quadrados – tem nada menos que 61 cascos e embarcações abandonados de diferentes tamanhos, com risco para pescadores, navegadores e cargueiros. Estão fundeadas na região próxima à Ponte Rio-Niterói, na orla da periferia da capital e Grande Rio. E por quê? A Marinha do Brasil revelou o quiprocó aquático numa nota oficial enviada a autoridades. A MB fez uma ronda e levantou os números em 2012, para começar a retirada dos mesmos. Mas a Secretaria do Meio Ambiente do Governo do Estado, à ocasião, requereu oficialmente a tutela da missão, e pelo notório nada resolveu (e não explicou seu interesse nisso, que seria responsabilidade da Marinha). Bem perto da Ponte – que foi atingida há dias por um mega cargueiro à deriva – estão fundeadas 39 embarcações abandonadas, segundo o documento ao qual a Coluna teve acesso. A Secretaria não respondeu a reportagem até o fechamento ontem.

Vacinação em baixa
Os novos casos de Covid-19 motivaram a Anvisa obrigar uso das máscaras em aeroportos. Alguns Estados estão abaixo da meta de 90% de vacinação completa estabelecida pelo Ministério da Saúde. Como Goiás, onde 76,7% da população com mais de 3 anos de idade foi vacinada até outubro deste ano, segundo a Oxfam Brasil. Na Região Centro-Oeste, apenas 11,8% dos municípios apresentaram cobertura superior a 80%. No Sul, só 30%; no Sudeste, 27,2%; no Nordeste, 2,7%; e no Norte, 1,1%.

(Izânio Façanha)

(Izânio Façanha)

 Os nomes de Gleisi
Nada menos que 14 paranaenses estão nos grupos temáticos da transição do Governo Lula da Silva no CCBB, em Brasília, desfilando com pompas. São nomes apadrinhados em sua maioria pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann. No GT da Transparência, por exemplo, há três advogados, incluindo Juliano Breda, o ex-advogado que defendeu a empreiteira OAS na operação Lava Jato em Curitiba.
 
Começou a limpa
Inconformado com o resultado pífio do PDT do DF nas urnas, o presidente da legenda, Carlos Lupi, começou a guilhotinar aliados no diretório. Cai Eroídes Lessa, então secretária geral do partido no DF. A senadora Leila do Vôlei, que disputou o Governo, desponta como cotada pra assumir o controle do diretório. O PDT repassou quase R$ 8 milhões de fundo eleitoral para os candidatos em Brasília, e ganhou de volta insignificantes 6 mil votos para deputado federal e distrital, sem eleitos.
 
PEC da Incerteza
A promessa de campanha do presidente eleito já dá muita dor de cabeça nos grupos de transição no CCBB. Está incerta a confirmação da PEC que abre caminho para a volta do Bolsa Família com R$ 600 + R$ 150 por filho menor, como quer Lula da Silva. O prazo de quatro anos é considerado inviável por alguns aliados. “É uma discussão boba o prazo. Daqui seis meses todo o Congresso estará com Lula”, defendeu Paulinho da Força (SDD-SP). “Não dá para querer colocar toda a governabilidade dentro da PEC”.
 
Limite do MEI
O Sescon/SP solicitou a deputados federais que todos assinassem o pedido de urgência para a tramitação do PLP 108/21, que amplia os limites do MEI e do Simples Nacional. Foram concluídas as 257 assinaturas para o projeto ir ao Plenário. Se aprovado, as faixas de enquadramento serão: para MEI, o limite de faturamento passará dos atuais R$ 81 mil para R$ 144,913,41. Para microempresas, irá de R$ 360 mil para R$ 869.480,43. E, para empresas de pequeno porte, de R$ 4,8 milhões para R$ 8.694.804,31.

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