É certo que nem sempre sabemos como abraçar o mundo. Pois nem sempre o mundo é benevolente com as nossas expectativas. Ele pode ser deveras distante de nós mesmos. Por vezes, nós mesmos nos distanciamos dele por crermos estarmos cada vez mais contaminados por suas decepções cotidianas.
Mas isso é uma grande falácia. O que decepciona é o próprio ponto de vista que construímos com base na realidade que interpretamos. Pois sempre, o resultado do que se observa, será conduzido pela mentalidade de quem observa.
Por isso, tudo, conduz a máxima da oportunidade. Até mesmo o silencio, e a falta de conexão aparente com o que se espera, pode gerar ao menos uma curiosidade que nos conduz vagarosamente a tentativa de nos aproximarmos da oportunidade de ter aquilo que queremos ter.
A aproximação para com a oportunidade, não necessariamente acontecerá de forma abrupta. Às vezes, apenas as sutilezas do ato de ousar no cotidiano nos levam ao degrau seguinte na escadaria das múltiplas oportunidades. Isso ocorre em uma escala de múltiplas pernas, em variadas escadarias, cujos destinos nem sempre são esperados ou previstos pela mente dos que caminham.
A vida é assim. Às vezes não sabemos para onde vamos. Apenas sabemos onde queremos estar. E tudo isso cria o contexto amistoso de se aproximar. Que nem sempre ocorre por meio da melhor brecha da realidade, ou até mesmo pelo melhor contexto casual. Muitas vezes, essa aproximação da oportunidade, acontece de forma propositiva.
Por isso movimentamos, e por isso, quando queremos, corremos atrás. Pois somos seres insatisfeitos. E fantasiar o que queremos, cria ao menos, uma chance para que a oportunidade venha a se emergir. E na hipótese dessa oportunidade surgir, os que não temem a mudança, enxergam nessa oportunidade, a possibilidade de ousar tentar, ser o que não foi um dia e passar a ser o que nunca poderia ter sido.
Nesse esquema constante de sistemáticos caminhares da vida, encontraremos na via não tão retilínea, a reta da convicção de que se encontrarmos uma oportunidade, temos de dar a ela, a chance de nos entrelaçarmos com a expectativa, ao ponto de sermos, pelo menos, a face ousada de quem crê para ser, e assim, crer ao ponto de querer crescer.