Esta crônica, será diferente das demais. Peço licença pela onomatopeia ao quadrado que se segue.
Pela definição literal de onomatopeia, temos na literatura a expressão de um som por meio de algum recurso linguístico que indique fonemas. Como por exemplo: “Aah!”, “Uhh!”, “Booom!”, “Bang!” e “Vrum!”.
Essas costumeiras expressões, resguardam um significado essencial para compreensão de qualquer fenômeno linguístico que queira indicar a ocorrência do esplendor da sensibilidade auditiva.
Agora, quebrando as quatro paredes, com as vênias de autor, gostaria de dizer que estou publicando neste mês, de julho de dois mil e vinte três, um livro sobre a família Eleutério. Juntamente com o Augusto Rodrigues Lima, que realizou um trabalho espetacular no estudo da genealogia da família, além de estudos historiográficos.
Mas esta reflexão, pertence a minha onomatopeia ao quadrado.
Ou melhor. Pertence a onomatopeia ao quadrado de uma família inteira.
Pois a onomatopeia representa o barulho.
E a família Eleutério é o barulho ao quadrado.
O que deu origem a minha parte desta obra. Com duzentos e cinquenta “causos” da família, além de uma breve história de Pedro Eleutério dos Santos e América Maria do Couto, além dos seus treze filhos: Getúlio; Chiquito; América; Mariinha; Madalena; Hilda; Antônio; Guilherme; Zé Lotero; João Pedro; Eustáquio; Fernando; Joaquim.
Separados em ponta e vírgula, pois para cada história, temos uma diferenciação. E para cada sentença um aforismo, que representa a minha breve concepção de existência de cada um.
E já que estamos tratando da família Eleutério.
E regado da irreverência costumeira a família.
Diria.
Este livro é uma onomatopeia ao quadrado. Que para matemática da “Escola Catedrática”, representa mais uma prosopopeia. Pois o barulho ao quadrado, criou esta obra, que por ser papel, representa um ser inanimado, que passa a ter feições humanas, e corresponde a transmissão da vontade e ânimo de viver de muitos Eleutérios, que nos cederam o prazer de construir essa grande, vultuosa, suntuosa e honrosa prosopopeia.