Vocês realmente acreditam que manter-se ativo o tempo inteiro, com o máximo de desenvoltura nas diversas áreas da vida deve ser uma constante? Claro que isso não é possível. Em alguns momentos, é necessário hibernar, para que possamos nos revigorar.
A possibilidade de se reconciliar consigo mesmo é o desdobramento mais lógico de quem entende que o corpo precisa de descanso por vezes, e que o chafariz da alma não pode jorrar energia o tempo inteiro.
Essa é a analogia mais segura para os que querem ter desenvoltura, pois apenas por meio do descanso, que o caminho será frutífero, tendo em vista que não há como se posicionar ante aos desafios da vida, se não houver o mínimo de discernimento psicológico e força física para enfrentar o dia à dia.
A hibernação ela acontece mesmo sem que tenhamos que dormir, às vezes ela se perfaz pelo simples exercício dos hobbies, ou até mesmo pelo ócio produtivo. O balançar de redes e a boa companhia nos fazem exaurir o próprio vigor, ao ponto de criarmos para nós mesmos, o recôndito da própria solução da fraqueza anêmica que nos impede de crescer.
Tudo isso, representa o desdobramento lógico da vida em função da própria vida. Tendo em vista que não podemos viver, se não respeitarmos o tempo em que estamos sujeitos. Afinal, isso representa apenas o auge de nós mesmos, qual seja, a nossa necessidade fisiológica de descansar, para outra vez, vir a cansar.
Dessa forma, diria que a razoabilidade por traz da hibernação, está escondida no simples ato de descansar. É por isso, que não devemos nos deixar levar pela expectativa alheia de que o esforço máximo deve ser uma constante, pois isso, por óbvio, contamina a produtividade.
Afinal, não sabemos o nosso próprio limite, mas quando nos aproximamos dele, sinais claros de que precisamos de descanso nos sinalizam quais passos devemos dar, e principalmente, se devemos deixar de dar passos por um tempo, para que logo em seguida, voltemos a correr como desenfreados obstinados que rumam em direção aos próprios sonhos.
Por fim, diria. Não se culpe pela hibernação que eventualmente acomete sua alma. Entendendo a hibernação em seu aspecto metafórico, não como um sono profundo e sim como um sonho, que é sonhado em hibernação.