Opinião

Telemedicina e os profissionais de saúde

André Brandão*
13/06/2022 às 21:00.
Atualizado em 13/06/2022 às 21:36

Assim como outras tecnologias que vêm sendo utilizadas no setor da saúde, a telemedicina veio para ficar, já que traz vantagens para os pacientes e profissionais da área, como a otimização de tempo e praticidade. Depois de intenso debate, o Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou, em 5 de maio, a regulamentação da telemedicina no Brasil como forma de serviço médico mediado por tecnologias e de comunicação. O marco reforça a importância da inovação e de como esta seguirá presente na rotina da sociedade.

Segundo a Saúde Digital Brasil (SDB), entidade representativa dos prestadores de serviço de telessaúde do país, entre 2020 e 2021, mais de 7,5 milhões de atendimentos virtuais foram realizados, por mais de 52,2 mil médicos. Além disso, de acordo com levantamento divulgado este ano pela Associação Paulista de Medicina (APM) e pela Associação Médica Brasileira (AMB), 32,1% dos participantes afirmaram realizar teleconsultas para atender pacientes.

Considerando os dados e a nova regulamentação, profissionais da saúde precisam entender o que muda a partir de agora e como podem aproveitar o recurso de forma assertiva para contribuir com a vida de pacientes. Estudar as possibilidades por meio de webinars, podcasts, eventos, cursos e demais canais, e ainda trocar informações com outros atuantes da área, é essencial neste momento.

A regulamentação envolve parâmetros éticos, técnicos e legais, a fim de proporcionar segurança aos pacientes. Agora é assegurado aos médicos inscritos nos Conselhos Regionais de Medicina a autonomia de decidirem se utilizam a telemedicina, uma vez que a consulta médica presencial ainda segue como sendo a principal. Ou seja, o atendimento a distância é tido como auxiliar, o que exige atenção de todos.

Assim, caberá aos especialistas analisar cada caso para saber se a telemedicina é o caminho mais adequado e é por isso que, mais uma vez, reforço a importância de todos estarem conectados, trocando experiências reais que ajudem a saber quando é necessário ou não o olho no olho.

Ao mesmo tempo, é preciso que fiquem atentos à preservação dos dados e imagens dos pacientes, à assinatura de termos pelos envolvidos e às regras envolvendo horários, fiscalização, territorialidade, entre outros pontos. Tudo isso faz parte da regulamentação da telemedicina para evitar problemas futuros e garantir a integridade das pessoas atendidas.

*Fundador e CEO da Medictalks, plataforma digital de acesso gratuito com conteúdos feitos por médicos, para médicos
 

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