Dia do soldado

Aristóteles Drummond
Publicado em 29/07/2022 às 22:15.

O mês de agosto tem histórico rico na política republicana. Em 1954, começou com o atentado a Carlos Lacerda, em que perdeu a vida o major-aviador Rubens Vaz, 15 dias depois, à morte trágica de Getulio Vargas. Foi em agosto que Jânio Quadros surpreendeu o Brasil com sua renúncia. Em 31 de agosto de 2016, o Senado afastou Dilma Rousseff.

O mês marca, ainda, uma data muito cara aos militares do Exército, o Dia do Soldado, escolhido por ser o nascimento do patrono Duque de Caxias.

Este notável brasileiro não foi apenas o competente militar que debelou movimentos separatistas sem deixar cicatrizes nos derrotados. Foi chefe de governo e, por mais de uma vez, ministro do Império. Estadista reconhecido, foi senador. O exercício da autoridade com bom senso e elegância o fizeram merecedor das homenagens que o tornaram imortal. Ser “Caxias” é ser correto, educado, elegante, preparado, estudioso e respeitador.

Depois de uma desastrada proclamação da República, os militares sempre foram fiéis à vontade popular, obedecidas na eleição direta dos presidentes Hermes da Fonseca e Eurico Gaspar Dutra e nos cinco do chamado período militar (1964 a 1985).

Têm uma tradição de desambição e compromisso democrático. A Revolução de 30 colocou no governo Getulio Vargas, que representava as forças que deram início ao movimento, depois eleito indiretamente e assumindo na emergência dos anos 1937 e da guerra que se seguiu, com respaldo na sociedade e apoio militar.

Em 1945, colocaram no poder o presidente do STF, José Linhares, para promover a eleição e convocar a constituinte. Em 1954, assumiu o vice de Vargas. No ano seguinte, o presidente do Senado, Nereu Ramos, para a posse de JK. Em 1964, assumiu o presidente da Câmara, Ranieri Mazzilli, até que o Congresso elegesse o Marechal Castelo Branco. Promoveram, ainda, a anistia e deram posse ao eleito pela oposição.

Os mal-intencionados e ativistas de esquerda tentam acreditam em uma intervenção militar no processo eleitoral deste ano. Não existe esta hipótese.

Os militares garantem a democracia e a ordem interna. A fidelidade à democracia não exclui a responsabilidade quanto à paz econômica e social. Especialmente neste momento que convive-se com um assalto ao poder pela via eleitoral de forças do obscurantismo, golpeando instituições democráticas e provocando o caos na economia. O Brasil não está indefeso. Nem os militares se omitiriam. O pensamento de Caxias prevalece. Mas sempre em acordo com a vontade das forças vivas da nacionalidade, sem aberrações ideológicas e sem afastar o processo democrático. Como sempre fizeram, desde o Império. 

Caxias vive no coração dos patriotas! 

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