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Cibersegurança em impressão de documentos

Ricardo Maravalhas*
Publicado em 19/02/2025 às 19:00.

Nas últimas décadas, o avanço das tecnologias trouxe facilidades no dia a dia das pessoas e empresas. Porém, em um mundo cada vez mais digitalizado, as ameaças à segurança cibernética são constantes, e a impressão de documentos não pode ser negligenciada por conter dados sensíveis que deixam as companhias em situação de vulnerabilidade.

Para se ter uma ideia, na América Latina, a situação é preocupante, pois a região ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de ciberataques, segundo dados da empresa de segurança ESET. Países como Peru, México, Equador e Brasil estão sendo os mais atingidos. De acordo com dados da Surfshark, ferramenta global de monitoramento de segurança cibernética, o Brasil registrou somente no terceiro trimestre de 2024, mais de 5,1 milhões de violações de dados. 

Nesse contexto, é fundamental que as empresas tenham estratégias robustas para garantir a segurança dos seus dados e documentos. Por isso, a segurança cibernética em ambientes de impressão deve ser vista como uma abordagem estratégica, não apenas como uma questão de proteger os equipamentos, mas sim uma abordagem que envolve a combinação de tecnologia, processos organizacionais e, principalmente, conscientização dos usuários. Dentre os investimentos, as empresas devem adotar práticas que vão desde o uso de sistemas de gerenciamento de conteúdo até uma atualização constante de hardware e software. 

Uma das estratégias mais conhecidas para aumentar a proteção contra ciberataques é a implementação de modelos de segurança com base no conceito de “Zero Trust”, que consiste em uma verificação contínua da identidade de todos os usuários que acessam sistemas, sem confiar automaticamente em nenhum deles, independentemente de sua posição dentro da rede corporativa. A partir desse controle de acesso rigoroso, aliado a soluções de autenticação eficazes, como a autenticação multifatorial, será possível prevenir acessos indevidos a dados e documentos confidenciais. 

Junto a isso, as empresas devem adotar ferramentas que permitam a análise contínua de suas estruturas de TI, incluindo as redes de impressão, criptografia de dados, assinaturas digitais e uso de senhas fortes. Além disso, uma revisão constante dos processos de segurança permite a identificação precoce de ameaças, possibilitando uma resposta rápida, eficiente e eficaz. 

Um outro ponto fundamental é investir na conscientização dos colaboradores. Diversos ataques cibernéticos acontecem pela falta de conhecimento ou descuido dos usuários ao lidarem com informações confidenciais. Ao realizar treinamentos regulares sobre boas práticas de segurança digital, incluindo o manejo dos documentos impressos e digitais, os riscos a essas ameaças podem reduzir significativamente. 

A meu ver, a cibersegurança em impressão de documentos não deve ser vista apenas como um aspecto isolado, e sim parte de um todo, como parte abrangente da estratégia de TI das empresas. Infelizmente, ao mesmo tempo em que temos evolução das tecnologias, os crimes também evoluem.

Portanto, ter a combinação de tecnologia, com processos bem definidos e, principalmente uma cultura voltada para a segurança é a chave do sucesso para as empresas se protegerem das ameaças cibernéticas. Adotar essas práticas é muito mais do que necessidade, se torna uma questão de sobrevivência ao ambiente digital volátil. E você, o que tem feito pela sua empresa? 

*Fundador e CEO da DPOnet

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