Um homem e uma mulher

Vitrine Literária / 22/10/2020 - 00h09

Estou aproveitando o meu isolamento por causa da Covid-19 para rever algumas películas antigas, em especial aquelas que me trazem boas recordações. Aqui, neste momento, relembro-me, com muita saudade, do filme “Um Homem e uma Mulher”, que foi exibido em Montes Claros, no Cine São Luiz, em 1968, dois anos depois de ser lançado em Paris. 

Até mesmo pelo título, o filme despertou interesse pelo mundo inteiro, ganhando prêmios e os Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Roteiro Original. A sinopse fala sobre “o piloto de corridas Jean-Louis Duroc e Anne Gauthier, dois viúvos recentes, encontram-se por acaso quando visitam seus respectivos filhos numa escola interna, e isso se repete todos os finais de semana. Um dia, Anne perde a condução e Jean-Louis oferece-lhe uma carona de volta à  cidade. Eles acabam tornando-se amigos e, finalmente, apaixonados. Mas percebem que as lembranças dos cônjuges falecidos ainda são muito fortes”. 

Infelizmente, não foram exploradas as belezas de Paris e nem se preocuparam em mostrar os pontos mais exóticos da Cidade Luz. O Arco do Triunfo quase que passa despercebido aos olhos dos espectadores e a Torre Eiffel sequer aparece para abrilhantar os encontros dos dois amantes. Entretanto, as canções superaram todas as expectativas de um apreciador da boa música. A composição de Um Homm et uma Femm, de Francis Lai, executada por Maurice Vender e orquestra, é ovacionada pela beleza de ritmo e pela melodia que agrada aos ouvidos de quem a ouve. Também, com Baden Pawell e Vinícius de Morais, a música Samba Saravah, na voz de Pierre Barouh, que estimulou o despertar do amor entre um solitário convicto e uma mulher precocemente viúva. 

Nesta linda história de amor, onde os atores nunca separam de seus filhos, serve para mostrar ao mundo a necessidade de uma avaliação mais adequada no tratamento familiar dos casais. O filme ainda tem espaço para a preservação da honra e do respeito ao ser humano. Não se esmiúça cenas eróticas, senão no momento apropriado para o complemento da história, isso sem o abuso na exploração da sexualidade individual ou coletiva.

Nota-se que o filme foi realizado, com sucesso, nos anos dourados, época dos grandes acontecimentos culturais. 

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