Festa de Agosto sem Aníbal Pereira

Vitrine Literária / 20/08/2020 - 00h02

As Festas de Agosto de 2011 foram as mais brilhantes dos últimos tempos, tendo em vista a sua descentralização e a criação do Corredor Cultural pela Secretaria Municipal de Cultura. A cidade nunca esteve tão movimentada e tão bela como agora. As ruas e as praças enfeitadas de fitas coloridas e o povo eufórico com os acontecimentos deram um toque especial às festividades do Divino Espírito Santo, de São Benedito e de Nossa Senhora do Rosário. A cidade de Montes Claros tem por tradição a perpetuação da própria tradição montes-clarense e isso faz com que ela seja a Cidade da Arte e da Cultura.

Muitas vezes, para nós que já estamos tão acostumados com o espírito festivo deste mês, o espetáculo em si nos parece uma coisa comum. Entretanto, para aqueles que vêm de alhures, a importância do mês de agosto é algo muito mais nobre e sublime, onde a fé na divina crença, retratada nas belíssimas obras dos nossos artistas plásticos, alivia a alma da gente e nos conforta da dor na busca de uma felicidade duradoura.

As festas passam! Entretanto, as imagens ficam para sempre presentes em nossa memória. E é por isso que ainda agora eu vejo os fogos de artifícios rebentarem-se, com grandes estrondos, nos céus montes-clarenses em chuvas de cores e brilho estrelares. Mais uma vez a tradição da Cidade da Arte e da Cultura é sustentada por esses heróis anônimos, gente simples e de costumes comuns no lidar com essas festividades. 

Em vista disso, é preciso a continuidade de se comemorar as Festas de Agosto para a preservação folclórica de nossa cidade. Faço aqui uma pequena digressão para lembrar, com muita saudade no coração, do nosso tio-avô Aníbal Pereira de Souza. Era ele um homem simples e caridoso, que participava da Congregação dos Vicentinos por certo com uma convicção personalíssima. Ele estava sempre entre os festeiros de agosto, dando-lhes a sua contribuição nos momentos mágicos de se apresentarem nas ruas e praças, com aquela mesma abnegação de sempre. Rememorar-lhe o nome é prestar à sua memória augusta o nosso culto de admiração mais viva. As saudades são eternas!

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