Caminhos do olhar

Vitrine Literária / 19/11/2020 - 00h02

Eis aqui um livro interessante e gostoso de se ler. Uma coletânea de poemas do jornalista Heberth Halley perscrutando os “caminhos do olhar” para um tempo mais humano e de paz duradoura. É um livro despretensioso, sem a arrogância das palavras, sem a inquietação das vozes e totalmente mergulhado nas seivas do amor à procura dos caminhos do bem. 
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O autor, um neófito literato de belos versos, mostra-se preocupado com as diretrizes de que a honradez percorre no seio social de um povo, desguarnecida, desprotegida e dependente da semântica na ortografia.

Nota-se que a escrita de Heberth Halley é escorreita, não obstante as repetições constantes das palavras nos seus versos, utilizadas unicamente para alertar o leitor de sua indignação com tudo que está ocorrendo em sua volta. 

Na verdade, ele procura sempre incutir o otimismo nas pessoas através de sua obra literária. Não há aquela preocupação com as regras gramaticais e nem delas era preciso para a construção de seus poemas. 

O “Caminhos do Olhar” é muito mais um desabafo do que mesmo um contraditório dos fatos. A visão do poeta vai além dos acontecimentos, haja vista que a sua poesia tem um papel social bastante relevante na pacificação do mundo onde vivemos. 

Com a vocação divina e a verve da inspiração que lhe são características, Heberth Halley oferece para uma nova geração a oportunidade da visão mais consciente, mais amorosa e, porque não dizer, mais perseverante no amor de Deus. Assim, é o seu livro “Caminhos do Olhar”, uma obra primorosa que tem o objetivo de semear o bem em terras áridas para torná-las um manto adubado de bons frutos.

Este trabalho literário de Heberth Halley haverá de ser um lenitivo para as dores dos que mais sofrem, para o desespero dos que mais precisam de um ombro amigo. Por isso, caríssimo leitor, é importante que os versos do “Caminhos do Olhar” possam singrar mares revoltos, transpor montanhas e levar a mensagem do bem que acalma a alma e conforta o corpo. 

Por outro lado, o vocabulário utilizado pelo autor, de aproximar a linguagem literária da linguagem coloquial, dispensa a pesquisa em dicionários e ou outros meios de elucidário, para o entendimento do que propõe o autor. 

Da mesma forma, os seus versos sem rimas e sem as métricas regulares não têm as características herméticas dos autores eruditos, senão a simplicidade da escrita, onde o leitor possa espairecer com o doce e suave entretenimento das palavras.

Foi para mim um momento especial a leitura do livro e, também, honroso o convite para prefaciá-lo. O “Caminhos do Olhar” ainda é seu, mas logo mais será de todos nós, pois a “publicação” tem essa magia de “roubar” do autor e entregar aos seus leitores a obra plena e acabada. 

Parabéns, Heberth Halley, por este trabalho primoroso que você, agora, entrega para os montes-clarenses e, que, certamente, valorizará, e muito, o meio literário da nossa cidade. Um amplexo! 

 

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