Borba Gato versus Paulo Galo

Vitrine Literária / 14/08/2021 - 00h15

Não queria aqui falar de política. Mas, há uma semana que venho remoendo a ação de vandalismo do psolista Paulo Galo contra a estátua do heroico bandeirante Manuel do Borba Gato, na zona sul da capital paulista. De Paulo Galo eu não tenho nenhuma informação biográfica, mas do Borba Gato posso dizer que ele era natural da cidade de São Paulo, teria nascido no ano de 1628 e veio a falecer no ano de 1718. Era filho de João Borba Gato e de dona Sebastiana Rodrigues, foi casado com dona Maria Leite, filha do grande bandeirante paulista Fernão Dias Pais.

É assim que os livros dos grandes historiadores registram e, certamente, o vândalo Paulo Galo nunca teve a curiosidade de ler e buscar as devidas informações do grande sertanista que o Borba Gato foi.

Não ficou bem esclarecido a intenção dos psolistas para a promoção da funesta ação contra a memória do célebre bandeirante paulista, aquele que participou da importante expedição chefiada pelo sogro Fernão Dias Pais, durante o descobrimento das sonhadas esmeraldas e dos filões de ouro nas minas de Sabará.

A ignorância histórica dos militantes políticos em tributar Borba Gato de genocida tem a característica daquelas que dizem hoje sobre o nosso presidente Jair Messias Bolsonaro. Uma vergonha! 

Conta a história que Borba Gato esteve vasculhando toda região do rio das Velhas. Foi o responsável pela ocupação da maior parte do território brasileiro, fazendo, com isso, o alargamento dos limites territoriais na conquista do planalto mato-grossense. Contudo, os militantes do PSOL criaram a ideia de que Borba Gato seria um genocida e, para tanto, não merecia ser homenageado em praças públicas por esse imenso Brasil. A falta de conhecimento dos psolistas sobre a mirabolante história da colonização do Brasil é que leva alguns desses iconoclastas a praticarem a desordem e promoverem vandalismo contra o bem público.

É esse o resultado do ensino de Paulo Freire nas escolas brasileiras. Muito triste!

Fica um alerta aos desavisados: assim como fizeram com a estátua de Saddam Hussein, na praça Firdos, em Bagdá (Iraque), também as de Fidel Castro, Hugo Chaves, Che Guevara, Maduro e tantas outras estarão condenadas a ter o mesmo fim. É só uma questão de tempo, e de pouco tempo, diga-se de passagem. Pois, esses atentados que vêm acontecendo com o nosso patrimônio público apenas despertam no povo brasileiro a necessidade de mudança e, consequentemente, o lídimo fortalecimento da direita no comando do governo federal.

Manuel de Borba Gato foi um arrojado bandeirante paulista, descobridor de ouro e exerceu o cargo de juiz ordinário em Sabará, participou da Guerra dos Emboabas ao lado dos paulistas contra a bravura do português Manuel Nunes Viana, participando, ainda, de várias expedições pelo interior do território brasileiro em busca de ouro e pedras preciosas, principalmente, no distrito de Serro. As descobertas de Manuel do Borba Gato impulsionaram a mineração em Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia e Goiás e deram origem ao período chamado como “Ciclo do Ouro”.

Nota-se que o PSOL não tem ideia dos benefícios realizados pelos bandeirantes durante a colonização brasileira. Aliás, os psolistas só enxergam o lado malvisto dos acontecimentos – o prear índios e escravizá-los – pois eles não têm conhecimento da história em termo de desenvolvimento econômico.

Com relação a Paulo Roberto da Silva Lima, vulgo Paulo Galo, aconselho-o a frequentar uma escola e ler bons livros. De bom mesmo esse senhor só tem o apelido “Galo” e, eu, como um obstinado pelo Atlético Mineiro, agradeço-lhe pela homenagem.

 

 

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