A batalha de Montes Claros

Vitrine Literária / 28/12/2007 - 12h08

Várias hipóteses existem para explicar a origem do nome de Montes Claros. Aliás, das versões já conhecidas, procuramos sempre estudar com mais minudências outras possibilidades e para tanto deparamos na grande Batalha de Montes Claros, episódio que se deu junto a Vila de Viçosa, em 17 de junho de 1665 e que constituiu a última grande tentativa espanhola de subjugar o povo português. Assim aconteceu a Batalha de Montes Claros com os seguintes desdobramentos:

Quando os espanhóis invadiram o território português, a partir de Badajoz, com o seu exército comandado pelo Marquês de Caracena, atacando impiedosamente o castelo português de Vila Viçosa, foi exatamente neste momento que surgiu a aproximação do glorioso exército lusitano, em socorro aos patrícios, vindo de Estremoz. Também foi aí que o exército espanhol saiu ao encontro do exército português, entre as serras da Vigária e da Ossa, o que resultou numa grande batalha denominada de Montes Claros.

Naquele episódio o exército espanhol apresentava composto por 15.000 infantes e 7.000 cavaleiros, enquanto que o exército português por 20.500 homens, que integravam também soldados ingleses e franceses. Consta ainda dos registros históricos que o exército português era comandado pelo Marquês de Marialva, guerreiro aclamado pelo povo português em virtude de sua determinação na luta pela libertação da pátria. 

A essa altura dos acontecimentos a Batalha de Montes Claros foi travada com extrema dureza. Tudo começou às quatro horas da tarde e, depois de oito horas de intenso e violento combate, as forças portuguesas acuaram os espanhóis e passaram ao ataque, o que provocou a debandada dos invasores. Muitas vidas foram ceifadas em nome da liberdade de expressão e da independência de um povo.

Do lado de cá, quarenta e dois anos depois, o mestre de campo Antônio Gonçalves Figueira, brasileiro da vila de Santos-SP – e não português como afirmara Arquimínio Altamirando Pires – mas de linhagem portuguesa, com certeza, em vista de sua imensa ascendência materna na terra de Luiz Vaz de Camões. Contava o mestre de campo Figueira já com vinte e seis anos de idade quando ocorreu a famosa Batalha de Montes Claros. Assim querendo homenagear os seus velhos avós maternos, batizou a sua nova fazenda com o nome de Montes Claros, uma vez que ainda fervilhava na sua memória e de seus entes queridos flash da importante vitória portuguesa contra os invasores espanhóis.

Entretanto, com relação aos montes “pelados” existentes nas redondezas de nossa cidade, conforme afirmativa do ilustre acadêmico Avay Miranda: “A cidade de Montes Claros fica localizada entre morros que estão sempre claros”, não os descartamos da hipótese de terem sido eles os grandes responsáveis pela denominação de nossa cidade. Assim como qualquer uma outra versão, desde que ela venha possuir subsídios para tal. Também não nos parece descartada outras possibilidades de motivos existentes para justificar o nome de Montes Claros. Contudo, é necessário um importante estudo sobre a grande Batalha de Montes Claros, fato este acontecido em Portugal no ano de 1665, como sendo o motivo mais centrado nos acontecimentos históricos de uma época centenária, e que levou o mestre de campo Antônio Gonçalves Figueira a denominar-se sua fazenda recém-criada nas margens do ribeirão Vieira com esse belíssimo nome: Fazenda de Montes Claros.

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