Zema ou Viana

Preto no Branco / 05/06/2021 - 00h56

O que mais tem chamado a atenção da classe política em Minas Gerais é a incerteza de como ficará o quadro de candidatos ao governo, principalmente com relação ao alinhamento com a disputa presidencial. Se por um lado a oposição aguarda definição da situação para decidir nomes, a situação vive o dilema para saber quem irá se aliar diretamente com a candidatura à reeleição de Bolsonaro ou caminhará em faixa própria. A indefinição mais evidente fica por conta do governador Zema (Novo) que busca a reeleição e do senador Carlos Viana (PSD), ambos ligados ao presidente da República. Neste caso, a possibilidade de um entendimento não pode ser descartada.

Zema e o Novo
A posição da cúpula nacional do Novo de acatar a decisão do empresário João Amoêdo de concorrer à Presidência da República em 2022, deve acelerar a saída do governador Zema da agremiação. Quanto ao partido que tentará a reeleição, o chefe do Executivo mineiro depende justamente da movimentação de outros pretendentes dentro do grupo, que também estão alinhados com a candidatura à reeleição de Bolsonaro. A única certeza é a de que Zema não buscará a reeleição permanecendo no Novo.
 
Avaliação do candidato
Tenho recebido questionamentos de pré-candidatos às eleições de 2022 querendo saber os procedimentos dentro de uma campanha eleitoral e o passo a passo. Primeiro, é preciso entender que cada caso é um caso. O consultor ou coordenador de campanha primeiro precisa fazer a leitura do perfil do candidato e qual seria o seu “público eleitor”. A segunda fase é medir a temperatura das ruas com relação ao nome a ser apresentado. Já a parte prática é a elaboração de um cronograma e um programa a ser colocado em prática, que envolva lista de familiares, amigos, lideranças, bases, cidades a serem trabalhadas, estrutura de campanha incluindo a parte financeira, dentre outros. É preciso que cada item seja elaborado e conduzido de forma separada.
 
CPI Covid
Entendo que a forma desrespeitosa com que parte dos integrantes da CPI do Senado, que apura denúncias de irregularidades no enfrentamento à Covid-19, vem agindo com relação a determinados depoentes serve para que a população conheça, não a importância daquele poder, mas o tamanho de parte dos seus integrantes.
 
Servidor e a Covid
Como servidor público, não consigo entender tanta resistência de alguns setores no retorno ao trabalho, mesmo com medidas sanitárias em prática. Será que se tivessem na iniciativa privada e necessitassem de gerar sua própria renda agiriam desta forma? O certo é que a população vem encontrando dificuldade na solução de questões que dependem do setor público. Aliás, no caso do governo do Estado, o problema maior é com relação às estatais, como Cemig e Copasa.

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