Vagas na Câmara

Preto no Branco / 06/10/2020 - 00h59

Não tem como fazer uma avaliação do quadro político na proporcional em Montes Claros sem, contudo, desagradar a maioria dos que acreditam estarem diretamente na disputa por uma vaga na Câmara Municipal. O grande problema é que a conta não fecha e não tem como fazer milagre. Com o fim da coligação na proporcional, todos os partidos ficaram vulneráveis, e poucos, ou quase nenhum, conseguiram montar uma chapa harmonizada. Para se ter ideia, este ano sobrou quantidade e faltou qualidade. São 604 candidatos, e, até o final, deve cair para 550. Para se ter ideia, em 2016 eram 396, o que equivale a um aumento de 208.

Falta sobra
Antes de falar da chance de cada partido, o que faremos no decorrer da semana, é importante explicar que dos 27 partidos na disputa, é possível dizer que existe a possibilidade desta ou daquela agremiação conseguir emplacar um terceiro nome. Mas tá difícil, porque a conta de novo não fecha. Então, vamos lá: pela análise da maioria, o Cidadania, PSL, PSD, MDB e PT têm chance de eleger dois vereadores, o que na soma dariam dez vagas. Se imaginarmos que o PTB, Avante, Republicano, Rede, PSC, PDT, Patriota, Solidariedade, PV, PP e Podemos têm chances de eleger um vereador, seriam 11 vagas, que na soma total dariam 21. O resultado é que seriam duas vagas para a sobra.
 
Sem candidatos
Entre os partidos inscritos na disputa em Montes Claros, o PSDB, PROS e PL não terão candidatos na disputa proporcional e só entrarão em coligação na majoritária. Vale lembrar que, para computar tempo de rádio e TV, só são levados em consideração seis partidos. Mesmo que a coligação tenha mais de dez agremiações, o restante do tempo é descartável.
 
PTC
Uma outra curiosidade: entre os partidos inscritos está o PTC, do professor Marcelo Walmor, que apresentou chapa na majoritária, mas tem inscrito apenas um candidato a vereador.
 
PSOL
Situação de dificuldade também terá o PSOL, que registrou chapa com apenas cinco candidatos na proporcional, o que na prática não terá condições de assistir a disputa pelo lado de dentro.
 
Cidadania
Num primeiro momento, pelo fato de ser o partido da situação, o Cidadania era o que teria melhores condições de montar uma chapa harmônica. A agremiação conseguiu apresentar chapa com 34 candidatos, sendo 23 homens e 11 mulheres, com cinco vereadores disputando duas vagas diretas. Na fotografia do processo, pode ser que apareçam outros nomes, mas não a ponto de ameaçar os vereadores. No geral, do meio para baixo, são nomes que dificilmente causarão surpresa. Aliás, o Cidadania aposta no voto legenda para melhorar sua performance. Para entrar na disputa, o pontapé inicial é 2.500 votos.

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