Tropa e o comando

Preto no Branco / 14/01/2022 - 00h51

Já há três semanas temos alertado a população de que a Secretaria de Saúde de Montes Claros se esconde atrás da Covid-19 para maquiar o que vem acontecendo com a saúde no município. O alerta pouco foi ouvido pela sociedade e, até mesmo, por setores da própria imprensa, que preferem não ouvir a voz que sai da porta dos hospitais, UBS e outros. Nesta semana, aquela máxima de que a tropa é a cara do comando pôde ser constatada na UPA do bairro Chiquinho Guimarães, “entupida de gente”. E a imprensa foi impedida de registrar. Conforme relato que chegou à coluna, seguranças entraram na frente das Câmaras para impedir o registro.

Imprensa crítica
O fato ocorrido na UPA do Chiquinho Guimarães, onde equipe de TV foi impedida, por seguranças do local, de registrar deficiência no atendimento ou problema causado pelo excesso de pacientes, merece o registro de repúdio público, por parte da Associação dos Profissionais da Imprensa Mineira (Apim), que tenho a honra de presidir. A senhora secretária de Saúde tem o dever de vir a público esclarecer os fatos. É preciso entender que os verdadeiros profissionais da imprensa são amigos da verdade e dos interesses públicos. Os parceiros são somente aqueles que comungam a mesma ideia. Ninguém está acima da lei, ou da verdade.
 
Governo Zema
Em coluna anterior comentamos sobre o processo eleitoral em Minas Gerais. Citamos os pontos fortes dos candidatos que polarizam a disputa. Citamos que Kalil sustenta a campanha na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e o governador Zema tem como principal bandeira o fato de ter colocado a folha de pagamento em dia. A este respeito o leitor Dinilton Pereira, competente advogado, comentou que, além da questão salarial, Zema devolveu aos municípios os recursos retidos pelo governo anterior (Fernando Pimentel), além de empreender luta contra corrupção nas estatais.
 
Ações do DER
Recebi vários comentários relacionados com as ações de fiscais do DER em Mirabela. Barracas que comercializavam pequi nas proximidades da BR-135 foram derrubadas. Vale ressaltar que a crítica que fizemos foi com relação à forma com que as ações foram conduzidas, conforme relatos. Baseado na Lei, a área explorada, de domínio público, não permite a instalação das referidas barracas. O que continuaremos defendendo é que o cidadão receba um tratamento digno e civilizado.
 
Carência intelectual
Dentro do aspecto político, o Brasil vive um momento preocupante, em que é visível a escassez de recursos intelectuais. A considerada elite intelectual não consegue fazer a leitura do que está acontecendo e só está preocupada com o econômico. O grande filósofo Aristóteles já dizia que quando acaba a política, vem a economia.

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