Tragédia anunciada

Preto no Branco / 30/12/2021 - 00h59

Tenho tido a preocupação de nas críticas apresentar análise e parecer eminentemente técnico, evitando viés político. A este respeito venho há mais de dois anos chamando a atenção do Executivo municipal com relação à sujeira e à queda de placas nos canais. Um exemplo é a avenida José Corrêa Machado, onde a sujeira no interior do canal e a queda de placas contribuíram, na semana passada, para a inundação daquela área, inclusive com água invadindo o Shopping Ibituruna. A situação dos demais canais não é diferente. Há dois anos alertamos a prefeitura sobre a placa que estava cedendo na avenida Sidney Chaves. A falta de providência resultou em sua queda e a destruição do asfalto. Como medida, a prefeitura colocou no local “pedra rachão”, com a promessa de licitar a obra, o que não aconteceu até hoje. O mais interessante é que as pedras continuam desprendendo e descendo canal abaixo.

Alerta à prefeitura
Com relação à situação dos canais da cidade, há mais de um ano tenho alertado a prefeitura sobre a situação de trecho do canal na avenida Sidney Chaves, próximo à ponte da avenida Minas Gerais. Erosão entre o canal e a avenida vem crescendo, sem que qualquer providência seja tomada. Certamente vão esperar acontecer o pior para que medidas sejam adotadas.
 
O leitor e 2022
Aproveito a última coluna de 2021 para agradecer aos leitores pela confiança e pelas sugestões e informações que permitiram atender as expectativas dos que acompanham o nosso trabalho. Se consegui até hoje manter o nível foi justamente em função do que todos vocês representaram e representam nessa jornada. Feliz 2022 e que Deus abençoe a todos.
 
Kiko deputado
O ex-vereador por Montes Claros Kiko Canela se reuniu nesta semana com um grupo de evangélicos quando anunciou que vai enfrentar as urnas em outubro. A princípio, a intenção era disputar uma cadeira na Câmara Federal, mas a opção acabou sendo a candidatura a deputado estadual. Atualmente Kiko está filiado no PTB, mas o mais provável é que busque abrigo em outra agremiação.
 
Pesquisas encomendadas
Como profissional conhecedor de metodologia científica que permite levantar dados e fazer a leitura de um processo político, fico sem entender os resultados apresentados por determinados institutos de pesquisas, que trazem no seu bojo o chamado viés político. Afirmar que o atual presidente conta com 60% de rejeição e que não haverá segundo turno é o que podemos chamar de previsão militante. Tal comportamento em nada ajuda o fortalecimento da nossa democracia. Que vença quem melhor se identificar com o eleitor. Como minhas análises são técnicas, sou de opinião que se trata de “previsões militantes”. Nem desgaste de ocupante de cargo majoritário é capaz de gerar tais números.

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