Sucessão mineira

Preto no Branco / 03/06/2021 - 00h59

Temos assistido políticos se apresentarem como pretensos candidatos ao governo de Minas. O mais novo a se manifestar foi o ex-deputado e atual prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão (PP). É fato que a disputa não comporta tantos candidatos, e que, quando iniciar o processo, a desistência de vários nomes acontecerá de forma natural. Só permanecerão os que estiverem de fato na disputa ou com pretensão de fazerem “piquenique no processo”. O interessante em toda história é que mais uma vez a decisão deve passar pelo Norte de Minas, onde o eleitor costuma concentrar o voto em um dos candidatos. Nas outras regiões, a disputa costuma ser acirrada.

Saída de Viana
Liderança política próxima ao senador Carlos Viana informou à coluna que o parlamentar mineiro, que deixou a presidência do PSD para ter condições de pleitear a vaga de candidato ao governo de Minas pela agremiação, deve deixar o partido ainda este ano por não ter garantia de legenda em 2022. Viana já percebeu que o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), não abre mão de ser o candidato ou coordenar o processo.
 
Eleição 2022
Talvez o leitor não esteja entendendo o fato de insistirmos em informações relacionadas ao processo sucessório nacional e estadual. É que a própria escolha de partido e a eleição dos candidatos a deputado do Norte de Minas passam pelas articulações, os entendimentos e decisões das duas esferas de poder. Em Minas Gerais, por exemplo, no momento, nos bastidores da política, os holofotes estão voltados para o governador Zema (Novo), o presidente da AMM, Julvan Lacerda (MDB), o senador Carlos Viana (PSD) e o prefeito de BH, Alexandre Kalil (PSD).
 
Zema e Julvan
Hoje é fato que o eleitorado está desgarrado de lideranças políticas, incluindo prefeitos, que têm conseguido monitorar apenas aliados próximos. Diante do quadro que se apresenta, é possível afirmar que, no momento, o governador Zema (Novo), até pelo cargo que ocupa e as andanças, principalmente pelo interior do Estado, tem conseguido chegar com mais facilidade ao eleitor, ao contrário do presidente da AMM, Julvan Lacerda (MDB). Um exemplo é o Norte de Minas, onde a figura do presidente da AMM é desconhecida do eleitor.
 
Restaurante Popular
É fato que a cobrança do resgate do Restaurante Popular em Montes Claros, por várias razões, está totalmente fora de cogitação, baseado no que pensa a prefeitura. Entretanto, conforme cobrança do vereador Valdeci Contador, torna-se necessário que o Executivo recupere o prédio e dê a ele um destino. Hoje o prédio está totalmente depredado e tem servido apenas para abrigar moradores em situação de rua e usuários de drogas. Aliás, no mínimo seria prudente que o local fosse cercado por tapumes.

Publicidade
Publicidade
Comentários