Sucessão mineira

Preto no Branco / 29/03/2018 - 05h47

Ao divulgar resultado do almoço que teve com o governador Fernando Pimentel, na terça-feira (27), quando teria garantido que não disputará nenhum cargo nas eleições deste ano, o ex-governador Newton Cardoso apenas explicitou o que os próprios medebistas vinham declarando nas entrelinhas. Nas comemorações dos 52 anos do MDB, realizado na segunda-feira, na Assembleia, o próprio líder da maioria naquela Casa, Tadeuzinho (MDB), havia dito que o candidato a sucessão mineira do grupo sairia daquele encontro. Particularmente, ainda não estou convencido de que Pimentel teria jogado a toalha, até porque necessita de foro privilegiado a partir do próximo ano.
 
Caso Amams
Até agora não consegui entender a novela que estão tentando criar em torno de quem será o substituto do prefeito de Bonito de Minas, Zé Reis, na presidência da Amams, já que ele deve se afastar na próxima semana para concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa. Basta seguir o estatuto. Se a vaga é do município, o novo presidente será Zé Galego de Bonito de Minas. Se for do vice, então será o Dr. Marcelo de Januária, que passou a ser o primeiro vice-presidente com a morte de Anderson Braga, de Buritizeiro. De qualquer forma, se chegarem à conclusão de que o direito é do prefeito de Buritizeiro, Jorjão da Rádio, que seja uma decisão da entidade e sem qualquer interferência externa ou exploração política por questão de conveniência.
 
Audiência Pública
Atendendo requerimento do vereador Wilton Dias (PHS), a Câmara de Montes Claros realiza no próximo dia 18 de abril audiência pública para discutir a renovação da concessão da exploração do serviço de água e esgoto pela Copasa. Antes de enviar a proposta ao legislativo, o prefeito Humberto Souto reuniu com os vereadores, quando pediu para que não fosse apresentada emenda, alegando que a proposta passou inclusive pela avaliação do Ministério Público. Pelo visto a recomendação não será levada ao pé da letra. O próprio presidente da Câmara, Cláudio Prates, comentou que “a Câmara não aceita que o projeto seja enfiado goela abaixo”.
 
Questionamento
Como na renovação da concessão da Copasa em Montes Claros, em anos anteriores, alguns benefícios previstos não foram executados, os vereadores querem que todas as obras constantes na proposta tenham data de início e fim, sob o risco da anulação da autorização. Uma outra preocupação é o fato de a renovação acontecer justamente em momento de racionamento de água, quando a distribuição vem sendo feita de 48 a 48 horas. Seria necessário que o serviço estivesse regularizado.
 
Codemig
Servidores públicos do Estado estavam esperançosos com a possibilidade da regularização dos salários com a venda de ações da Codemig, no valor de R$ 3 bilhões. O projeto está pronto para ser votado na Assembleia, mas várias propostas trancam a pauta. Se não bastasse, a base de oposição garante que conta com vários meios para evitar a sua votação. Sem a venda destas ações, o governador Pimentel não tem como colocar em dia as contas do Estado.

 

 

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