Segundo turno

Preto no Branco / 24/10/2020 - 02h20

Independentemente do momento político e de supostas pesquisas de consumo interno, em Montes Claros, cravar que o pleito será decidido em um único turno é um exercício de futurologia que não se aplica. Numa eleição tudo pode acontecer. “Uma vírgula fora do lugar” pode modificar o quadro. O fato é que desde quando foram instituídos dois turnos no município, em 2004,em todos eles houve segundo turno. Podemos citar o deputado Gil Pereira em 2004, Athos Avelino em 2008, Jairo Ataíde em 2012. No pleito de 2016, com Ruy e Humberto Souto.

Uso da rede social
É fácil perceber que a maioria dos candidatos na majoritária no Norte de Minas não está sabendo utilizar as redes sociais. Além de postagens isoladas, sem conteúdo, insistem no mesmo assunto. Para piorar, não estão conseguindo envolver os próprios integrantes da campanha, no compartilhamento e viralização das postagens.
 
Pegando carona
Em eleição municipal é comum deputados aproveitarem o horário eleitoral na TV para apresentar candidatos a vereador do seu partido. Tal aparição é uma forma de usar o espaço, levando a sua imagem para toda região. Do ponto de vista eleitoral não tem nenhum peso direto. Aliás, acaba diminuindo o tempo dos candidatos a vereador. De qualquer forma, é uma prática utilizada em todo o país.
 
Capitão Enéas
Continuamos analisando as candidaturas com chance de eleição no Norte Minas. Em Capitão Enéas, por exemplo, a disputa polarizou entre os ex-prefeitos Reinaldo Landulfo (Solidariedade) e César Emílio (PT). Pesquisas de consumo interno mostram vantagem do candidato Reinaldo. O fato novo é que o candidato Binga (PSD) apresenta crescimento em sua campanha e encosta em César Emílio na disputa pelo segundo lugar.
 
Patis
Em Patis, tudo caminha para a reeleição do atual prefeito Walmir Morais (PTB). Pelo menos é o que estão indicando as pesquisas de consumo interno. O principal candidato da oposição é Jackson Madeira (PT). A outra chapa, encabeçada por Nilo Sanfoneiro, ainda não conseguiu decolar.
 
Abstenção
Tudo caminha para o registro de uma abstenção recorde no pleito eleitoral deste ano. Além das próprias dificuldades impostas pela Covid-19, orientações da própria Justiça Eleitoral têm deixado dúvidas. Entre as questões podemos citar o pedido para o não comparecimento de quem até 14 dias antes do pleito tenha sido vítima do coronavírus. Também os grupos de risco têm sido orientados a não comparecer nos locais de votação. Se não bastasse, o TSE não consegue tirar as dúvidas de quem não fez a biometria em tempo hábil ou fez via internet.

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