Rezar para dois santos

Preto no Branco / 30/04/2021 - 00h59

É comum candidatos a deputado estadual e federal principiantes, ou com pouca experiência nos meandros da disputa eleitoral, cometerem, já de início, o erro capital de contratar para a coordenação da campanha alguém com ligação direta com nome escolhido para a dobradinha. A este respeito, vale lembrar que não tem como alguém conseguir “rezar para dois santos” ao mesmo tempo. O erro está justamente na necessidade do candidato fechar entendimento com postulantes de regiões diferentes. O que é permitido é que o seu coordenador faça apenas o que foi acordado entre as partes. Aliás, o resultado do sucesso em uma pleito eleitoral está justamente em agir com a razão, ao invés de agir pela emoção.

Constrangimento em supermercado
Orientações que têm sido repassadas aos profissionais dos caixas dos supermercados em Montes Claros vêm provocando constrangimento aos clientes. Sempre que você passa pelo caixa, é solicitada ajuda para uma instituição. Tal pedido tem sido feito, inclusive, quando da utilização de cartão de crédito. Este tipo de assédio deveria ser proibido. Normalmente tal abordagem é feita com várias pessoas na fila assistindo a cena, o que deixa o cliente vulnerável e constrangido.
 
Carlos Viana
Apesar de não se manifestar sobre o assunto, é fato que quando o senador Carlos Viana optou por se afastar da direção do PSD já previa que nas eleições de 2022 não teria espaço e nem liberdade dentro da agremiação, já que o desenho é que as regras sejam ditadas pelo prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, cuja tendência é caminhar com a esquerda. Por sua vez, o senador não esconde que sua tendência é caminhar com o presidente Jair Bolsonaro, inclusive filiado no partido que este escolher. Vale deixar claro que quando das convenções, se o clima for favorável, vai colocar seu nome na disputa pela chefia do governo de Minas.
 
DEM/PSDB
Em Minas Gerais, se não houver movimentação da direção do PSDB e do DEM, partidos que no Estado sempre caminharam juntos, o resultado é que no pleito de 2022 as duas agremiações poderão morrer abraçadas. No caso do DEM, este alimenta a expectativa de que conseguirá reestruturar, usando como holofote a liderança do senador Rodrigo Pacheco, atual presidente do Senado Federal. Tomando como base a agenda política do Senado, aliado à crise política e institucional enfrentada pelo país, tudo leva a crer que Pacheco não terá tempo para cuidar da reestruturação do seu partido.
 
Em Montes Claros
Se a situação do DEM no Estado não é nada confortável para o pleito de 2022, dependendo do senador Rodrigo Pacheco, em Montes Claros o problema é ainda maior. Basta dizer que, na eleição do ano passado, a agremiação sequer conseguiu montar chapa para a disputa proporcional.

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