Publicação de sábado e domingo, 14 e 15 de abril de 2007

Preto no Branco / 16/04/2007 - 10h01

EXONERAÇÃO NO IDENE

· Causou azia e mal estar junto aos que gravitam no entorno do Palácio da Liberdade, bem como junto à secretária Extraordinária para o Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas, deputada Elbe Brandão, a decisão do governo de exonerar a diretora do Idene, Raquel Ulhoa, indicando para o seu lugar o funcionário de carreira (lotado na Epamig) Walter Adão. Mesmo sendo um cargo de indicação e da confiança da secretária, Elbe foi apanhada de surpresa pela notícia.  Recebemos a informação de que toda a confusão foi criada porque os petistas, em especial o ministro Patrus Ananias, não aprovaram o nome da norte mineira Raquel Ulhoa. A argumentação era de que o governo federal não estava satisfeito em bancar quase a totalidade dos projetos da referida secretaria e o governo do estado ser anunciado como único responsável. Fonte ligada à parlamentar comentou à coluna que Elbe teria ameaçado não retornar à pasta caso a sua indicada não fosse reconduzida. O assunto foi parar diretamente na mesa do governador Aécio Neves. Até o fechamento da coluna, não havíamos recebido informação sobre a recondução ou não de Raquel Ulhoa. De qualquer forma, os envolvidos jamais esquecerão o constrangimento.

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FIDELIDADE PARTIDÁRIA

· A confusão criada no cenário político, após o TSE - Tribunal Superior Eleitoral  confirmar que os mandatos políticos pertencem aos partidos e não aos eleitos tem impedido até mesmo que tenhamos presteza em nossas análises. Como até agora nenhuma medida prática foi adotada, tudo leva a crer que as regras do jogo somente passarão a valer nos próximos pleitos. Este é o tipo de filme que, constantemente, assistimos neste país. Sempre que o TSE - ou o STF - se manifesta sobre um assunto, o congresso nacional cuida logo de tentar regulamentar uma situação que já existe.

De qualquer forma, somente depois de tudo definido é que poderemos analisar os pormenores das eleições de 2008, principalmente no que se refere à câmara municipal, onde cinco dos atuais vereadores não estão mais no seu partido de origem: Júnior Samambaia, Fátima Pereira,  Antônio Silveira, Aurindo Ribeiro e Sebastião Pimenta. Entre os pretensos candidatos a prefeito, se confirmada a decisão do TSE, a situação mais complicada é a do deputado estadual Ruy Muniz, que tem demonstrado interesse em deixar o PFL (PD) para buscar legenda em outra agremiação. 

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RUY MUNIZ

· Certamente, o deputado Ruy Muniz torce para que o STF não acompanhe o TSE e o assunto fidelidade partidária só passe a valer nos próximos pleitos. No caso de confirmação por parte do supremo, o parlamentar estadual terá que permanecer no PFL (PD) e, conseqüentemente, viver a incerteza se terá ou não legenda para disputar as eleições de 2008. Na ocasião, estará em jogo a própria vaidade do deputado federal Jairo Ataíde (presidente do PFL), que, até que se prove o contrário, está disposto a enfrentar as urnas no próximo ano. Se não bastasse, haverá influências do próprio PSDB, cuja presidente é a deputada Ana Maria, esposa de Jairo. Se nos próximos dias a decisão final for a favor dos partidos, Ruy terá que, imediatamente, iniciar os entendimentos dentro do ninho pefelista.

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OPÇÃO É O PL

· Nesta semana estivemos conversando com o ex-deputado estadual Carlos Pereira, presidente do Partido Liberal em Moc, que garantiu a filiação do deputado Ruy Muniz nas fileiras do PL. O partido, que se juntou ao Prona e ao PSTU, realiza no mês de dezembro a sua convenção. Independentemente deste fato, Carlos Pereira garantiu que Ruy é o nome do PL na disputa pela prefeitura do município. Ressaltou que, no mês passado, ele e Ruy estiveram reunidos com a cúpula estadual da agremiação, quando foi acertado o detalhe de sua filiação e da candidatura.

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COMO FICAM

· Se de fato o TSE mantiver a decisão de garantir aos partidos políticos o direito do mandato e a questão não for mais bem esclarecida ou regulamentada pelo congresso nacional, alguns dos atuais vereadores de Moc estarão retornando para uma agremiação onde não existe mais clima para continuar. Explicando melhor:

· ANTÔNIO SILVEIRA - Conta com a resistência de novos filiados, a exemplo dos ex-vereadores Cerezo, Gilson Dias e Prisilino. Se não bastasse, terá dificuldade já no próximo ano, uma vez que o PMDB é oposição à administração do prefeito Athos Avelino, do qual faz parte da bancada. (Atualmente está no PTN).

· AURINDO RIBEIRO – Se prevalecer a decisão, terá que retornar ao PV, que passa por reformulação em todo o estado e não deve fazer parte da base aliada da administração. Como porta-voz do prefeito, ficará em situação difícil, principalmente quando da aproximação da eleição. Corre o risco de ficar sem palanque. (Atualmente sem partido).

· FÁTIMA PEREIRA - A vereadora terá que retornar ao PTB, cuja liderança maior no município é o deputado Arlen Santiago. Fátima não esconde que, politicamente, faz parte do grupo do deputado Gil Pereira - PP. Se não bastasse, o PTB apóia a administração municipal, enquanto a vereadora faz oposição. (Atualmente sem partido).

· SEBASTIÃO PIMENTA – De acordo com a decisão do TSE, o vereador Sebastião Pimenta terá que retornar ao PSDB, cuja presidente é a deputada Ana Maria Rezende, esposa do deputado Jairo Ataíde. É do conhecimento de todos que hoje a convivência entre o casal e o vereador não é das melhores. Um outro complicador é o fato do PSDB em Montes Claros ser oposição à administração e o parlamentar municipal ser da bancada governista. De qualquer forma, Pimenta comentou que a direção local do PSDB afirmou que irá recebê-lo de portas abertas. (Atualmente está no PTC).

· JÚNIOR DE SAMAMBAIA – No entendimento de alguns juristas, a melhor situação é do vereador Júnior de Samambaia, que no início deste ano foi expulso do PV. Neste caso, não seria obrigado a retornar ao partido. O mais provável é que decida pelo PP, já que faz parte do grupo político do deputado Gil Pereira.

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