Portas do fundo

Preto no Branco / 30/12/2020 - 00h59

Mesmo que tente explicar, os prefeitos de Porteirinha, Silvanei Batista, e de Bocaiuva, Marisa Alves, correm o risco de deixar a prefeitura em dezembro pelas portas do fundo. Informação que chega à coluna é a de que, por terem perdido a eleição, e terem interesse que grupo de determinado deputado continue fazendo daquele local um puxadinho, deixaram de pagar a mensalidade do Cisrun Macro Norte (Samu Regional). A decisão foi justamente evitar que os prefeitos que venceram a eleição, respectivamente, Juracy e Robertão, tenham direito ao voto na eleição do dia 12.

Incoerência no Cisrun
É preciso que o presidente a ser eleito para dirigir o Cisrun Macro Norte (Samu Regional) promova mudanças profundas no estatuto do consórcio, que carrega absurdos com o único objetivo de transformar o que é prestador de serviço público em um feudo político. Agora mesmo, quem irá presidir a eleição da entidade são os prefeitos derrotados, que no dia 12 já estarão fora do poder. Se não bastasse, estes sequer estão em dia com a entidade, e segundo informação passada à coluna, deixaram de fazer o repasse para atender interesses de terceiros e impedir o sucessor de votar.
 
Decreto Pandemia
Não se trata de “saco de bondade” de final de ano a decisão do prefeito Humberto Souto de publicar decreto, onde revoga a determinação de artistas se apresentarem em restaurantes e barzinhos. A decisão foi fruto de pressão da classe e da própria sociedade. Ficou claro que foi uma decisão atabalhoada, baseada num processo empírico. É sensato quando define um palco com dois artistas. O reforço tem que ser em investimento nas medidas sanitárias. Exemplo é a utilização dos milhões da Covid-19, que estão guardando, em medidas e produtos sanitários. Aliás, investir principalmente nos servidores do setor de saúde.
 
Emenda impositiva
Independentemente do alinhamento com a administração do prefeito Humberto Souto, é necessário que a nova Câmara Municipal, a ser instalada nesta sexta-feira (1º), exija que seja colocada em prática a chamada Emenda Impositiva, onde cada vereador tem direito a indicar, no orçamento, a aplicação de 1,2% do orçamento corrente. Nos últimos anos, a prefeitura fez que atendeu os vereadores, e estes fizeram de conta que foram atendidos. É que houve investimento somente em obras já planejadas pelo município, a exemplo de asfalto em algumas regiões da cidade. O critério foi ganho eleitoral.
 
Receita de bolo
Para ocupar espaço, previamente contratado na mídia, estamos assistindo parlamentares da região opinando em assuntos vagos, que na prática não acrescenta nada no mandato ou na vida da população. Aliás, tem dado palpite até mesmo em receita de bolo. Talvez se preocupasse com o conteúdo, o resultado certamente seria diferente.

Publicidade
Publicidade
Comentários