Pandemia social

Preto no Branco / 17/04/2021 - 00h59

Não temos qualquer dúvida de que a pandemia da Covid-19 tem servido para mostrar à sociedade “as vísceras” do poder judiciário, que tem agido de acordo com o pensamento e a vontade dos seus integrantes. Enquanto milhares de processos estão se amontoando nos tribunais, os únicos que estão sendo votados e decididos são aqueles de interesses dos que compõem a corte. A este respeito, basta analisar os processos políticos, principalmente envolvendo o governo e a esquerda. Aliás, em relação aos processos de denúncia de corrupção, ninguém mais fala no assunto. Os que não estão no fundo da gaveta estão sendo analisados favoravelmente aos envolvidos.

Projeto Silvanei
Até agora estamos sem entender onde vai parar o projeto político do ex-prefeito de Porteirinha e ex-presidente do Cisrun Macro Norte Silvaney Batista. É que no final do seu mandato este alimentava o sonho de disputar uma cadeira na Câmara Federal, em dobradinha com Paulo Guedes (PT), que busca retorno à Assembleia Legislativa. A informação que circulou nos bastidores é a de que quando da articulação para eleição da nova diretoria do Consórcio, Silvanei, através do seu padrinho Paulo Guedes, articulou o cargo de secretário-executivo, o que acabou não acontecendo. Agora, para se manter na mídia, pelo menos na sua região, aceitou ser locutor de uma rádio em Janaúba. Se depender da audiência do seu programa, é certo que dificilmente colocará seu nome na disputa.
 
Candidatos perdidos
A pandemia da Covid-19 vem servindo como tiro de misericórdia para muitos daqueles que buscam um primeiro mandato no parlamento estadual ou federal. A falta de uma assessoria, principalmente de marqueteiros, tem feito com que estes sequer saibam por onde começar. As dificuldades de movimentação, estrutura financeira e identificação de lideranças têm sido apenas o começo dos chamados “barrigas verdes da política”. O interessante é que falta humildade na busca de ajuda junto a quem conhece do assunto.
 
Saúde na região
A pandemia serviu para mostrar, de forma clara, que a concentração de investimento na estrutura de saúde em Montes Claros, especificamente nos hospitais, acabou estrangulando todo o sistema. Não podemos admitir, por exemplo, que a maioria dos hospitais da região não tenha sequer um leito de UTI e não receba dos nossos parlamentares e governantes o mesmo tratamento destinado a outras cidades.
 
Emenda para saúde
É preciso criar critérios mais justos na aplicação dos recursos que obriga parlamentares a aplicar 50% das emendas a que têm direito na área de saúde. Na maioria, os critérios são eminentemente políticos, onde determinados hospitais recebem quase a totalidade das emendas e apenas o “farelo do bolo” é destinado aos demais.

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