Opinião pessoal

Preto no Branco / 12/11/2020 - 00h59

Durante este período que antecede as eleições, fiz questão de levar aos leitores informações importantes em relação ao quadro político local e regional. Tal procedimento levou um dos envolvidos a questionar o fato, alegando que os comentários, que retratam uma opinião pessoal, poderiam influenciar no processo, como se este jornalista tivesse tal poder. O que a Lei Eleitoral proíbe é a publicação de pesquisa sem que tenha sido registrada no TRE. Citar que é baseado em pesquisas de consumo interno é uma prática utilizada por toda imprensa nacional. De mais a mais, emitir uma opinião pessoal não constitui em crime algum. O que considero crime é tentar violar o direito de opinião de profissionais de imprensa.

Citar a fonte
A Lei da Imprensa é clara quando garante ao profissional da área de comunicação o sigilo da fonte. Mesmo sendo do conhecimento dos operadores do direito, é comum sermos questionados para citar a fonte em divulgação de determinadas matérias.
 
Surpresas
As possíveis surpresas na disputa proporcional em Montes Claros, provocadas por vários fatores, dentre eles a fórmula utilizada para definir o preenchimento das vagas oriundas da sobra, têm sido o comentário nos meios políticos. Primeiro, que o fim da coligação colocou as candidaturas com chance de eleição em pé de igualdade, provocando incerteza de reeleição entre os integrantes da Câmara. Em segundo, não existe a garantia de que a maior sobra, entre os que não conseguiram o quociente, resultará na garantia de vaga. Estamos prevendo quatro surpresas, sendo dois novos fora das previsões e dois grandes que ficarão de fora.
 
Entidades de classe
As eleições municipais, este ano, em Montes Claros, mostram que as entidades de classe precisam repensar o seu papel. Fica claro que foram preteridas nas discussões de propostas para o município e até mesmo na participação no processo sucessório. Aliás, diretores envolvidos mesmo, somente aqueles que conseguiram se instalar no poder, ou vêm tendo vantagens diretas e indiretas. Todos permanecem calados apenas assistindo a banda passar.
 
Véspera da eleição
A maioria dos candidatos na disputa proporcional está sem saber como proceder nesta última semana de campanha. Hoje, faltando três dias para a eleição, resta pouco a fazer. O momento é de fidelização do voto e massificação do nome e do número. O sábado, véspera da eleição, deve ser reservado para reunir a equipe de campanha, fazer uma avaliação do trabalho e concentrar no envio da mensagem final através das redes sociais. No caso da zona rural, e outras áreas que apresentem maior dificuldade de comunicação, este trabalho deve ser desenvolvido pessoalmente na sexta-feira, com as lideranças destas áreas intensificando no sábado.

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