Novela Cisrun

Preto no Branco / 06/02/2021 - 00h04

Desde o início do processo eletivo no Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas (Cisrun), fizemos várias análises e comentários abordando, principalmente, a forma com que a disputa vinha sendo conduzida. Em nenhum momento foi colocada em dúvida a idoneidade moral dos candidatos Marcelo Meirelles, prefeito de São Romão, ou Dr. Norberto, prefeito de Claro dos Poções. As análises e comentários se restringiram ao aspecto legal do processo, uma vez que o desenho já mostrava que o resultado do pleito, ao invés de uma decisão dos prefeitos, acabaria nas mãos da Justiça.

Mea culpa
É fato que os prefeitos, verdadeiros responsáveis pela condução do Cisrun MacroNorte, devem assumir a mea-culpa pelos casos de polícia e a judicialização da eleição, uma vez que nos últimos anos aceitaram com tranquilidade a interferência externa, principalmente de pessoas com interesses nada republicanos. Certamente, se o processo eletivo não tivesse sofrido interferência externa, seria fácil ter chegado a um consenso, evitando disputa e divisão dentro do consórcio.
 
Novo ciclo
Tenho recebido pedidos de análise política de leitores querendo saber o que pode acontecer na eleição de 2022. Faltando um ano e quatro meses para as eleições estaduais, alguns pontos do processo já são possíveis analisar. Primeiro é preciso entender que toda campanha tem o seu ciclo. O apelo do eleitor não se repete. Em 2018, assistimos uma campanha com foco “policialesco” e “judicialista”, onde o eleitor aceitou o discurso moralista, entendendo que seria a melhor forma de acabar com a corrupção. O resultado foi a eleição de inúmeras pessoas ligadas às instituições de segurança e do judiciário. Para 2022, o que podemos adiantar é que o apelo será outro, com tendência para aqueles que, além do fator honestidade, tenham capacidade de gestão.
 
Encontro com Zema
Na manhã de ontem, o governador Romeu Zema se reuniu pela primeira vez com o senador Rodrigo Pacheco, depois que este foi eleito presidente do Senado. Projetos importantes para o Estado, inclusive para o Norte de Minas, fizeram parte da pauta. O encontro contou ainda com a participação do senador Carlos Viana e do deputado estadual Arlen Santiago.
 
Paraquedistas
Entidades de classe de Montes Claros, a exemplo de ACI, CDL, Sindicato Rural, Sociedade Rural, bem como a maçonaria, estiveram reunidas nesta semana para iniciar a formatação de proposta para conscientizar o eleitor do Norte de Minas da importância de votar em candidatos da região, evitando apoio aos chamados “paraquedistas”. Nas próximas reuniões, outras entidades de classe e representantes de setores da sociedade serão convidados a participar e apresentar sugestões para a campanha.

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