Invadindo a serra

Preto no Branco / 17/02/2021 - 00h18

Informação que chega à coluna e que foi alvo de questionamento por parte do vereador Soter Magno, durante reunião da Câmara de Vereadores, dá conta de que empreendedor paulista está tentando ressuscitar projeto de construção de conjunto habitacional na Serra do Mel, também conhecida como Serra do Ibituruna. A primeira tentativa foi feita pela empresa Patrimar e Caparaó, proprietária do terreno. A pressão da sociedade, da classe política e ambientalistas fez as empresas recuarem da proposta, mas, pelo jeito, fizeram nova tentativa através de empreendedores.

Perigo da construção
Quando as empresas Caparaó e Patrimar adquiriram terreno na Serra do Mel para construir conjunto habitacional, a prefeitura cuidou de referendar projeto do Legislativo, a partir do qual aquela área foi tombada, restringindo a utilização do espaço. As alegações foram diversas, a começar por estar próxima a Lapa Grande, tirar a impermeabilidade de parte do solo, provocar inundações na área abaixo e, consequentemente, em parte da cidade. Um exemplo da preocupação da população é o resultado das construções na Serra do Curral e Mangabeiras, em Belo Horizonte, onde em período chuvoso inundações na parte baixa são constantes.
 
A política mudou
Tem parlamentar que ainda não percebeu que a política mudou e que é necessário o exercício constante do tête-à-tête. Imaginar que hoje é possível transferir toda responsabilidade para a chamada liderança, ou cabo eleitoral, é o mesmo que apostar no comprometimento da reeleição. Percebemos que nos últimos tempos, eventos e reuniões importantes em Montes Claros, e região, vêm acontecendo sem a presença de parte dos nossos representantes, seja na Assembleia, seja no Congresso Nacional. De mais a mais, estes são, de fato, a voz do Norte de Minas nestas casas legislativas e junto aos governos estadual e federal.
 
Governo paralelo
Nos dois primeiros anos de administração, o governador Romeu Zema navegou em águas tranquilas, tendo na Assembleia Legislativa basicamente maioria absoluta com uma oposição sem força para impor qualquer proposta, ou se opor aos seus projetos. Hoje, Zema, que foi um dos responsáveis pela eleição de Agostinho Patrus (PV) para a presidência do Legislativo, assiste o dirigente do parlamento estadual se fortalecendo e dividindo com ele a direção do Estado. Depois de sua reeleição, Patrus cuidou de criar o bloco independente que conta com 39 dos 77 deputados da Assembleia, ficando a oposição com 21 deputados. Do total de parlamentares, hoje Zema é minoria e conta em sua bancada com apenas dez deputados. A situação só não é mais crítica porque já tem parlamentar abandonando o bloco do presidente daquela Casa.

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