Imprensa crítica

Preto no Branco / 12/01/2022 - 00h50

A característica dos principais jornalistas que contribuíram para o crescimento do país, no qual nos espelhamos, carregavam no peito, na alma e no coração o espírito crítico, denunciando o que estava errado, elogiando e incentivando as ações corretas. Hoje, o leitor, telespectador ou ouvinte se encontram totalmente perdidos sem saber em quem acreditar. Infelizmente, as atuais posições são baseadas no ser contra ou a favor do governo. É o que chamamos de posição objetivando apenas a alimentação financeira. O triste é que vários profissionais caminham na mesma toada. 

Autoridades comemoram
A parcialidade de setores da imprensa tem sido aplaudida e comemorada por integrantes dos poderes que hoje regem o país, a exemplo de setores do Judiciário, da Câmara Federal, do Senado e defensores de determinados movimentos. Agem como uma organização, que prefiro não dizer o nome, sem se preocupar com o que possa acontecer com o país. Sou de opinião que o eleitor consciente não deve ser alimentado pelo discurso da situação ou da oposição. Deve ser alimentado pelo dever de defender a soberania do Brasil.
 
Sucessão em Minas
O senador Carlos Viana (MDB) aposta na incerteza do eleitorado para se apresentar como terceira via. Por um lado, o governador Zema (Novo) apresenta, até agora, como único mérito, o fato de ter colocado o salário dos servidores em dia. Kalil apresenta uma boa avaliação na capital, mas sem discurso para o interior. O certo é que o senador tem que convencer o eleitor da diferença entre os dois principais concorrentes.
 
DER e a política
Por diversas vezes comentei que o DER-MG, que tinha como principal missão cuidar de nossas estradas, passou a ser um órgão de arrecadação do Estado. Têm sido constantes os relatos de perseguição e falta de trato com motoristas e a população em geral. Um exemplo foi o ocorrido em Mirabela, onde fiscais do DER-MG simplesmente derrubaram as tradicionais barracas de venda de pequi, que funcionam só nesta época. Nesse episódio, o que critico é político fazer do fato um circo e motivo de exploração política, usando como propaganda antecipada de campanha. Na época do governo de Fernando Pimentel estas atitudes dos fiscais já aconteciam e estes políticos sequer tocavam no assunto.
 
DER e o governador
Também não podemos deixar de criticar a postura do governador Zema. O fato é que o chefe do Executivo mineiro tomou conhecimento do problema e simplesmente “fez ouvido de mercador”, mostrando total desprezo para com aquelas famílias. Falta sensibilidade.

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