Hipocrisia vírus

Preto no Branco / 20/08/2020 - 00h32

Ninguém contesta a necessidade de medidas sanitárias para conter o avanço da Covid-19. Entretanto, o que tem indignado a população é o fato de que quem menos entende do problema é que tem determinado as medidas. Na prática, as orientações e determinações da classe política e do judiciário têm peso superior a de quem está vivendo o problema, incluindo autoridades da área de saúde. A este respeito, o tempo mostrará que o presidente Bolsonaro tem razão quando defende a implantação de medidas sanitárias, de isolamento de parte da população, sem comprometer o comércio. Agora mesmo, o governo de Minas retrocede e manda fechar academias e outros.

Minas Consciente
A equipe do governo do Estado, que decide as medidas do Minas Consciente, mostra de forma clara que está agindo baseado na realidade das cidades classificadas como “Onda Vermelha”, onde o crescimento de casos da Covid-19 é preocupante e deve ser tratada de forma diferente. Agora mesmo, determina o fechamento das academias, mas permite o acúmulo de pessoas nas portas dos bancos, lotéricas, botecos e outros estabelecimentos. O governo Zema está tão perdido que determinou, inclusive, o fechamento de agências de turismo, que com a Covid-19 já se encontram praticamente fechadas.
 
Exercício e a Covid-19
O governador Zema determina o fechamento das academias no Estado, justamente no momento em que pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) descobriram que um hormônio produzido pelos músculos durante exercício físico, conhecido como irisina, dificulta a chegada do coronavírus às células de gordura.
 
Objetos pessoais
O decreto do governo do Estado para conter o avanço da Covid-19 determina inclusive a proibição de aluguel de objetos pessoais, o que na prática não acontece. Já pensou você alugando a sua cueca, sua calcinha, toalha, escova de dente, sapato e outros objetos pessoais? Prefiro acreditar que seja apenas piada de um governo que não vive a realidade das pessoas que venceram na vida trabalhando e não cresceram à custa de herança.
 
Antecipação de feriados
A Câmara de Montes Claros vota na próxima terça-feira projeto de Lei de autoria do Executivo Municipal que solicita autorização para antecipar, mediante decreto, os feriados municipais dos anos de 2020, 2021 e 2022, durante a vigência do Estado de Calamidade Pública em razão da pandemia, decorrente do novo coronavírus. Entendo ser uma decisão que deve envolver o poder público, comércio e a sociedade como um todo.
 
Entidade de classe
Entidades de classe ligadas ao comércio não podem, e não devem, assistir caladas decisões de prefeitos e governadores que têm transferido a culpa pela Covid-19 aos empresários, em especial os pequenos.

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