Fingindo de égua

Preto no Branco / 16/07/2021 - 08h06

Existe um termo antigo que continua mais do que atual no mundo político que é “fingir de égua”. O termo quer dizer fingir de tolo, bobo para não obter ônus; fazer-se de desentendido para evitar algum tipo de sanção, solicitação ou crítica. O ditado se enquadra muito bem no mineiro Rodrigo Pacheco (DEM), presidente do Senado, que após seu nome ser colocado na corrida sucessória presidencial, trocou matérias importantes para o futuro do país para dar vazão às questões que envolvam os interessados no pleito eleitoral de 2022. Um exemplo é o seu posicionamento em relação à CPI da Covid, que virou uma novela sem capítulo final, e que perdeu por completo o objetivo.
 
O que é uma CPI
Quando do impeachment da ex-presidente Dilma, as investigações foram em torno das denúncias de “pedalada fiscal”. Naquela ocasião, independente de culpada ou inocente, o assunto foi tratado dentro do viés de interesse político, por parte do Congresso Nacional. Pelo visto, a história se repete no Senado Federal, onde a CPI da Covid deixou de lado o objetivo para qual foi criada para enveredar para a queda de braço com o presidente Bolsonaro. É importante esclarecer que uma CPI tem como objetivo a investigação e apuração de denúncias que visam proteger o interesse da população. Acontece que deve ater-se ao objeto pela qual foi criada e não construir subtemas.
 
Campanhas engavetadas
Pelo menos aqui pelas bandas do Norte de Minas os candidatos às eleições de 2022 que não ocupam cargo no legislativo estadual ou federal estão sem saber como “colocar a campanha na rua”. Nestas alturas, estão culpando a pandemia da Covid-19 pela falta de ação. Existem várias ferramentas a serem utilizadas para se aproximar e convencer o eleitorado. O resultado previsível é de que grande parte destas candidaturas ficarão pelo meio do caminho. Vale lembrar que os atuais deputados que estão indo para a reeleição continuam se movimentando normalmente, inclusive promovendo reuniões.
 
Lideranças
Leitores que gravitam em torno do processo político querendo saber quais lideranças terão maior peso na eleição de 2022. Qualquer resposta conclusiva seria vaga. Primeiro é preciso estudar o perfil de cada candidato e, posteriormente, os locais onde pretendem trabalhar. É fato que um prefeito, ex-prefeito, vereador têm influência maior junto a setores do eleitorado, mas não de forma decisiva, como nas eleições passadas. Existe diferença entre o líder da área rural e urbana. Normalmente o “eleitor da roça” é mais fiel às suas lideranças. Da mesma forma é preciso levar em consideração a característica e a região que está inserido cada município, número de habitantes, necessidades e outros.

 

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