Esquerda perde sindicato

Preto no Branco / 12/10/2021 - 00h59

Depois de cerca de 30 anos comandando o Sindicato dos Profissionais de Saúde de Minas Gerais (SindSaúde MG), a esquerda, mais precisamente o PT mineiro, foi derrotada pela chapa ligada à direita. Com 1.943 dos votos válidos, a chapa 2 venceu a chapa 1 composta por integrantes da atual diretoria, que obteve 1.353 votos. A apuração aconteceu na noite de domingo (10). A nova diretoria terá na administração Dehonara de Almeida, Maria Sandra Bastos e Anderson Alves. Na Secretaria de Finança foi eleita Nubia Roberta Dias, Edna de Melo e Maria Domingas Cardoso. A chapa completa eleita divulgaremos posteriormente.

Reforma política
Temos assistido constantemente pessoas discutindo reforma eleitoral imaginando que haverá novas regras para o processo eleitoral de 2022. Para valerem para o próximo ano, as regras têm que ser aprovadas um ano antes e, no caso específico do momento, o prazo já venceu. O que resta é procurar entender as mudanças e começar a colocar em prática.
 
Cálculo errado
Não é nenhuma novidade afirmar que o Congresso Nacional, mais especificamente a Câmara Federal, discute e vota reforma política em véspera de eleição com o único objetivo de proteger os atuais deputados. Em nenhum momento a proposta tem como objetivo atender o desejo do eleitorado. Este ano, a esperteza dos deputados acabou apresentando resultado contrário do que esperavam. Esperaram a última hora para propor algumas mudanças, entendendo que sairiam de acordo com seus interesses. Esqueceram que o Senado é a casa revisora e que o projeto chegaria ao presidente Bolsonaro na véspera do prazo final. O resultado é que os senadores votaram propostas, como retorno da coligação proporcional, e faltou prazo para questionar ou fazer qualquer mudança. Como resultado, teremos uma eleição imprevisível para o parlamento. Aliás, as exigências do quociente eleitoral serão também mais um atrativo para apurar o processo. O principal ponto negativo no meu entender é que o capital financeiro continuará sendo o principal ator do processo.
 
Cobaia
Infelizmente, o desrespeito, principalmente dos deputados federais com relação aos vereadores de todo o país, chega ao absurdo de entenderem que estes servem apenas como cabos eleitorais, ou cobaias para implantação da chamada reforma política. Sempre um ano antes da eleição municipal é apresentada proposta de reforma cujo objetivo é saber se será positiva para aplicar na eleição estadual. Um exemplo claro foi o fim da coligação proporcional, que acabou sendo uma experiência não muito exitosa para quem entrou na disputa para vereador. Com isso, os deputados tentaram impor o retorno da coligação, mas felizmente esbarraram na sensatez da maioria dos senadores.

Publicidade
Publicidade
Comentários