Efeito eleitoral

Preto no Branco / 14/03/2018 - 02h57

Em política, é comum buscarmos respostas para fatos que estão em evidência e que no decorrer do processo pode resultar numa nuvem passageira, como foi a participação da ex-senadora Maria Silva (Rede) nas últimas eleições. Também pode ser uma onda que atinge o eleitorado de norte a sul, como foi o caso da campanha do PT em Minas em 2014, que não deu chance aos seus adversários. É fato que toda eleição tem sua particularidade e uma delas é a de que na maioria das vezes o eleitor vota no candidato que estiver surfando positivamente na onda da mídia. De qualquer forma, é preciso entender que na política existe uma diferença muito grande em largar bem e chegar bem. Se não tiver um grupo forte (partidos) e lideranças para sustentar a campanha do começo ao fim, o projeto afunda no meio do caminho.

Efeito Bolsonaro
O primeiro tópico pode ser uma síntese do que está acontecendo com o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), que aproveita a crise ética e moral do país, aliada ao crescimento da violência, para falar não só o que pensa, mas, principalmente, aquilo que a população, desesperada e desesperançosa gostaria de ouvir. Nada contra ou a favor do pré-candidato à Presidência da República pelo PSL. O comentário é apenas para dizer que raros são os eleitores que afirmam votar em Jair Bolsonaro e que conheça a sua história de vida, a trajetória política. Aliás, pode ser que ele seja de fato o que estejamos precisando para governar o país. Entretanto, é preciso cautela e uma análise desapaixonada em torno de todos os nomes que forem colocados. Que vença o melhor para o Brasil.
 
Volta da novela
Depois de o TSE manifestar em relação a prazo de duração das comissões provisórias dos partidos, a advogada-geral da União, ministra Grace Mendonça, enviou ao STF parecer defendendo autonomia dos partidos na estipulação do prazo de duração. Vale lembrar que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ao contrário, solicitou ao Supremo que o prazo máximo de 120 dias seja atendido pelo texto constitucional e pelas agremiações. O relator da ação é o ministro Luiz Fux, integrante do STF e presidente do TSE.
 
Pacheco 
O deputado federal e pré-candidato ao governo de Minas Rodrigo Pacheco, que viria em Montes Claros na última segunda-feira para proferir palestra para cerca de 150 convidados, sendo quase totalidade estudantes do curso de direito das Faculdades Santo Agostinho, teve que cancelar a programação. Isso porque ele está deixando o MDB para filiar ao DEM e a solenidade de filiação foi remarcada para o mesmo dia da palestra. 
 
Cargo de composição
E falando no deputado federal Rodrigo Pacheco, notícia divulgada na imprensa, dá conta de que ele teria convidado pré-candidato a deputado federal da região para ser o vice-governador em sua chapa. É evidente que tal informação não foi levada a sério. É preciso entender de uma vez por todas que vice é cargo de composição e a escolha feita pelo grupo e não pelo candidato. Numa chapa composta por partidos grandes e médios, o escolhido tem que levar para a composição uma estrutura que acrescente alguma coisa. Aliás, nem o próprio Pacheco tem a certeza de que será o cabeça na chapa

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