Debandada

Preto no Branco / 23/07/2020 - 06h40

Não será novidade nas eleições em Montes Claros candidato com ampla possibilidade de eleição já ser derrotado quando da realização das convenções. E isto não exclui detentor de mandato na atual legislatura. Para se ter ideia, dois partidos considerados médios não estão sobrevivendo ao momento, e tudo indica que chegarão à convenção sem o número de candidatos necessários, que é 35. Por questões éticas, no momento exato, citaremos nomes dos envolvidos e dos partidos.

Um dia após o outro
Nos últimos 13 anos, o Dnocs foi coordenado por indicações do PT, período em que chefiaram o partido o presidente Lula e depois Dilma. Com a eleição de Bolsonaro, houve mudança no órgão. Em Montes Claros, surgiu um fato interessante: quando do governo Pimentel, o deputado Paulo Guedes pediu a exoneração do delegado Rogério Evangelista da Chefia da 11ª Delegacia da Polícia Civil, indicando para seu lugar o delegado petista Raimundo Nonato. Agora, Rogério assume a direção do Dnocs em Minas, e tem como missão analisar as ações dos petistas no órgão, inclusive do próprio Guedes.
 
Pró-Bolsonaro
Diversos segmentos sociais que estiveram ao lado do presidente Bolsonaro, por ocasião da campanha eleitoral, resolveram manifestar apoio ao chefe da Nação, que tem sido duramente criticado por setores da imprensa. Em Montes Claros, produtores rurais, com apoio de outros segmentos, estão espalhando pela cidade frases de efeito em diversos outdoors, colocados em pontos estratégicos.
 
MP e prefeitos
O Ministério Público no Norte de Minas, através de vários promotores, solicitou esclarecimento dos prefeitos sobre as medidas que estão adotando com relação à Covid-19. Mesmo não sendo operador do Direito, penso que tal medida seria uma invasão de prerrogativa. Se em todas as suas ações os prefeitos tiverem que dar satisfação ao MP, entendo que não justifica enfrentar as urnas. Todos nós reconhecemos a importância do MP na defesa dos interesses da sociedade, do ponto de vista coletivo e individual, e que neste momento a orientação seria mais prudente.
 
Fundeb
Colunista de jornal da capital, talvez descontente desde o período em que o grupo do qual faz parte a ex-deputada federal Raquel Muniz (PSD) adquiriu o jornal Hoje em Dia e promoveu mudanças, fez comentário jocoso sobre o fato dela ter permanecido na Câmara Federal para acompanhar votação da PEC do Fundeb. Primeiro, esqueceram que o projeto leva a sua assinatura, e depois, o comentário deveria ser justamente o contrário. Deputados quando não se reelegem, o normal é deixar para trás todas as propostas apresentadas, ao contrário de Raquel. Independentemente de posicionamentos ideológicos, políticos, ou pessoal, temos é que nos orgulhar de tal posicionamento.

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