Basta de violência

Preto no Branco / 12/08/2020 - 00h01

Ficar em casa por mais tempo, convivendo mais com a família, normalmente é motivo de alegria para muitas pessoas. É a possibilidade de se dedicar mais aos filhos, aumentar a proximidade com pais, tios e primos antes afastados pela correria do dia a dia. Ou a chance de namorar mais, receber e dar mais carinho ao companheiro ou companheira. Mas, para muitas mulheres, ficar mais tempo em casa nesta quarentena pode significar ser alvo de agressão, tanto física como emocional. 

Apenas no mês de junho, Montes Claros registrou um aumento de 18% nos casos de violência doméstica. Foram 45 ocorrências a mais que no mesmo mês do ano passado. E seguindo esse movimento, também houve um crescimento nos pedidos de medidas protetivas - saltaram 38%.

Para tentar barrar esse tipo de crime, a Polícia Militar realizará, neste mês, a campanha Agosto Lilás. A proposta é levar informações sobre a Lei Maria da Penha e conscientizar a população sobre a gravidade da violência contra a mulher.

As ações serão realizadas em 77 municípios que integram a 11ª RPM, no Norte de Minas. Equipes das Patrulhas de Prevenção à Violência Doméstica e Bases de Segurança Comunitária farão visitas nas residências e orientação ao público em geral por meio de cartilhas. Serão monitoradas medidas protetivas, inclusive efetuando a prisão de autores que estejam descumprindo a determinação judicial.

A vigilância será reforçada, podendo culminar com a prisão de agressores em flagrante. Outro papel dos policiais nesse período será a orientação às mulheres dos direitos que têm e dos serviços que estão disponíveis na cidade para protegê-las e abrigá-las.

A Lei Maria da Penha completa 14 anos neste mês. Trouxe vários ganhos para proteção às mulheres, mas ainda há muito o que trilhar para impedir que esse tipo de crime continue a acontecer. É preciso que as pessoas tenham consciência de que é preciso denunciar a violência doméstica. Uma campanha vem sendo realizada em todo o país para que testemunhas não se calem, para que vizinhos e familiares denunciem as agressões, sejam elas físicas, emocionais ou financeiras/patrimonial.

Nesse aspecto, especialistas da segurança afirmam que é preciso “meter a colher” sim nesse tipo de situação. Que as mulheres tenham a coragem de denunciar, que não se calem diante de tamanho desrespeito. Só assim, será possível coibir o crime.
 

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