Vamos dançar?

Frida e Pagu / 23/02/2021 - 00h02

A dança pode ser assistida ou praticada e as duas formas de utilizá-la trazem prazer. Dançar causa alegria, relaxamento, ganho de força física, melhora da motricidade fina, permite convívio, descontração, socialização e integração. Combate a timidez, aumenta a autoconfiança e, durante sua prática, traz leveza física e mental. Todos podem praticá-la, até mesmo quem tenha limitação motora usufruirá dos seus benefícios.

Vídeos apresentam pessoas de todas as formas físicas com serenidade facial e sorrisos durante seu exercício. Em todas as modalidades de dança adquire-se boa postura, harmonia e coordenação motora com o decorrer das aulas.

O encantamento acontece em quem vê ou executa tais bailados em grupo ou aos pares. As artes se ocuparam do tema, assim temos filmes, livros e pinturas de dança. Nos vários estilos literários, da sétima arte ou da pintura, pode-se ver magia, sensualidade e perfeição (ou falhas) dos passos de dança. 

Observo que o vestido vermelho é a cor predominante nas artes pictóricas do bailado. Numa sequência de muitos quadros de temática dançante, mais da metade das bailarinas usavam vestidos colados, com fendas e decotes profundos e muitos eram acarminados. Numa mostra de mais de trinta casais representados, apenas dois eram negros. Tratava-se de um tango como fundo musical e, caso fosse um samba, teria preponderância de casais negros, ainda que o tango argentino tenha origem africana. Na época, era dançado apenas por homens, mesmo em duplas, sendo perseguidos pela polícia, e, para além dos dados históricos, os dançarinos, contraditoriamente, são retratados brancos.

Entre os humanos, a música e a dança são tão naturais quanto respirar ou beber água, ainda assim um governo autoritário como o Talibã, no Afeganistão, proibiu de forma radical essas duas atividades e os vizinhos denunciam os faltosos, que são severamente punidos.

A ginástica aeróbica, praticada por oito anos, ajudou-me a soltar as travas, e depois, os quatro anos de Flamenco deram-me coragem para subir ao palco, um feito heróico para meu estilo contido. Tudo parou devido à pandemia, mas assim que estiver vacinada (e já poderia estar, caso houvesse vacina para todos), voltarei às ruas, ao Pilates e ao Flamenco.

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