O Casamento

Frida e Pagu / 13/07/2021 - 07h29

Existem dois casamentos, mas há quem ache que são incontáveis. Do ponto de vista da cerimônia são dois tipos de núpcias que, em certa época vinham acoplados, e depois voltaram a ser celebrados separadamente.

“O que Deus uniu o homem não separa”. Há o casamento religioso que está calcado na fé. Na religião católica, por ser um sacramento mediado por Deus, é insolúvel, não podendo ser desfeito, exceto em caso de morte de um dos cônjuges. Então, poderá ser repetido com uma terceira pessoa.

O casamento civil no Brasil foi eterno, até que a morte os separe. Mas a “incompatibilidade de gênios” impelia o casal a uma separação pela metade chamada desquite, que se acompanhava do termo pejorativo “desquitada” para desqualificar a mulher, que não sendo nem casada nem solteira, não podia se casar novamente.

Essa excrescência acabou-se em 1977 quando atuou Nelson Carneiro, autor da Lei do Divórcio, que dissolve o casamento.

Há pessoas que se tornaram famosas por se casarem várias vezes, como por exemplo: Gretchen – Maria Odete Miranda – 17; Fábio Júnior – sete; e Vinícius de Morais – nove vezes, o último, sem, contudo, fazê-lo de “papel passado”.

Antigamente, se dizia que “quem ama com fé, casado é”. Há os que vivem juntos por décadas, mas gostariam de formalizar a situação. Incentivos da igreja propiciam casamentos coletivos, satisfazendo parcela dessa população sem recursos.

Os adultos jovens de agora não têm paciência alguma. Levam adiante uma celebração, mesmo na dúvida, e questionados respondem: “se não der certo a gente se separa”.

Ainda que o sacramento do matrimônio seja para sempre, um relacionamento abusivo, com ameaças e concretizações das mesmas tem de acabar. No passado, após infidelidade recorrente do marido, uma mulher saía de casa com os filhos, procurava um irmão, e este a mandava retornar. 

Hoje, raros cegos obrigariam uma mulher espancada e ameaçada de morte a voltar para casa. Quem acha que o casamento deva continuar custe o que custar, será conivente com assassinatos de mulheres pelos atuais ou ex-maridos e companheiros. É preciso proteger quem está em risco.

Hábito, comodismo e conformismo nada garantem. Fiquem casados enquanto houver amor. Diante disso, alguns farão, sentimentalmente, uma revisão matrimonial.

 

Ainda que o sacramento do matrimônio seja para sempre, um relacionamento abusivo, 
com ameaças e concretizações das mesmas tem de acabar. 
No passado, após infidelidade recorrente do marido, uma mulher saía de casa 
com os filhos, procurava um irmão, e este a mandava retornar. 
Hoje, raros cegos obrigariam uma mulher espancada e ameaçada 
de morte a voltar para casa

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