A feira chegou!

Frida e Pagu / 21/07/2020 - 00h05

Ir ao supermercado de máscara, observando o asseio das mãos e do carrinho com álcool em gel e o distanciamento tem risco médio de contaminação pelo coronavírus. É preciso observar qual a quantidade de pessoas, o tamanho do espaço, a distância entre os fregueses, o tempo de exposição, se o local é interno ou externo, se as superfícies são muito tocadas, o número de casos da área, para fazer esse cálculo. Ainda assim, a maioria prefere arriscar-se para escolher suas compras, especialmente frutas, legumes e verduras, que exigem maior cuidado. 

Tudo que vem de fora da sua casa deve ser considerado contaminado pelo SARS-COV-2, o nome do novo coronavírus, causador da Covid-19, a doença que já matou mais de 80 mil brasileiros, que segue célere em sua sanha assassina, entrando pela boca, nariz e olhos e destruindo os pulmões. A morte se dá por sufocamento. 

Quando disponível, o doente grave fica internado no CTI, sendo colocado um tubo na garganta, sob anestesia geral (não há estoque de anestésicos em todo o mundo), conectado num respirador, na posição de bruços, em média por três semanas em coma induzido, situação em que um jovem perde 40% da sua massa muscular. 

Com relação às compras, as alternativas remotas seriam por telefone celular, aplicativo, WhatsApp ou ligação. Quando a feira chega, vinda ao portão ou buscada no supermercado, precisa ser higienizada, um processo cansativo e de grande tensão, por não se saber se está sendo feito um trabalho adequado. A maioria lava com detergente tudo que possa ser lavado, até deixando o produto de molho. Outros borrifam as embalagens com água sanitária diluída ou passam álcool 70º.

Os invólucros, quando possível, devem ser descartados e substituídos por vasilhames da casa. Nesse vai e vem, é necessário lavar as mãos todas as vezes que se fizer contato com algo que se supõe contaminado. A dúvida e o erro são a regra. Quem acredita nisso e busca o acerto, confunde-se, imagina os que negam a doença, mesmo vendo-a ceifar vidas de pessoas cada vez mais próximas?

Poderia ser visto como cômico receber compras em sua porta, não encomendadas por você, mas por outra pessoa da casa, higienizar e guardar tudo, e então descobrir que a feira veio trocada? O que fazer?

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