Planejamento é fundamental

Espaço do Empreendedor / 24/03/2021 - 00h26

De forma resumida, a ciência da administração de empresas estuda métodos que possam minimizar os gastos e maximizar os ganhos das organizações. Muitos foram os cientistas da administração que buscaram contribuir para um melhor resultado das empresas. Dentre os métodos propostos, o “queridinho” é o PDCA – Plan, Do, Check e Act, que, traduzido para o português, implica Planejar, Executar, Verificar e Agir.

Aplicado às organizações, tal método possibilita uma melhoria contínua em processos, dentro de um planejamento pré-definido de possibilidades futuras. Após definido o plano, tem início a execução do que foi planejado. Em seguida, é importante verificar continuamente se o plano segue como foi construído e, para fechar o ciclo, agir estará relacionado a mudar em algum momento as ações que não proporcionem alcançar o resultado pretendido. 

Não há dúvida de que agir se tornou um verbo muito mais presente nos dias atuais, dadas as incertezas que se disseminaram no mercado em razão da pandemia. Planejar é algo cada vez mais difícil, uma vez que a profusão de decretos que impossibilitam atuar da mesma forma como atuavam anteriormente, força as empresas a agirem – e agirem rápido. É fundamental, entretanto, não perder de vista que estratégias bem definidas, conectadas ao planejamento, contribuem para a assertividade das empresas. O grande diferencial pode ser um planejamento estratégico enxuto e claro, que venha a trazer resultados rápidos e possa ser acompanhado no menor prazo possível. 

Algumas dicas podem ajudar os empreendedores a traçar melhor seu planejamento e suas estratégias, tais como: 

- Definir o porquê da existência do negócio pode contribuir para a construção de bons planos e estratégias eficazes. O autor Simon Sinek lembra no livro “Comece pelo por que” que o maior diferencial de grandes organizações como a Apple está relacionado à definição da essência do negócio e o quanto ele é relevante para o seu público. Algumas perguntas-chave incluídas no que Simon chama de ciclo dourado podem orientar os empreendedores nesta definição: “Qual o porquê da existência da empresa? Qual é a operação da empresa, ou seja, o que a empresa faz? Como a empresa faz o que faz para ter importância no mercado? A partir destas respostas, o empreendedor consegue se orientar para traçar ações assertivas, pois o plano e as estratégias sempre devem fazer sentido para a essência do negócio. 

- Em momentos de incerteza, desenvolva planos que contenham ações de curto prazo, sempre dentro de uma estratégia, levando em conta o que a empresa possui no momento. A estratégia deve considerar dois pontos-chave: a ambientação e a capacitação. A ambientação está relacionada à capacidade produtiva e à demanda, ao comportamento do consumidor, aos concorrentes, aos insumos etc. Já a capacitação diz respeito ao que a empresa sabe fazer muito bem, utilizando as estruturas humanas, tecnológicas, estruturais etc. Se a empresa apresentar alguma deficiência na capacitação ou ambientação, deve ser criado um plano de ação junto à equipe para, em primeiro lugar, supri-la, antes de seguir com a estratégia. 

Vale lembrar que vivemos no mundo VULCA, marcado por Volatility (volatilidade), Uncertainty (incerteza), Complexity (complexidade) e Ambiguity (ambiguidade), em que a agilidade deve fazer parte das ações das empresas. Agilidade, contudo, não tem a ver com velocidade, mas com tempo satisfatório para se adequar às mudanças trazidas por um novo cenário.

 

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