Open Banking: alternativa para micro e pequenos negócios

Espaço do Empreendedor / 22/09/2021 - 00h35

As dificuldades impostas pela pandemia da Covid-19 resultaram em um grande aumento na procura por empréstimos por parte das empresas, incluindo pequenos negócios. Até o final de 2020, o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), que cobra a menor taxa de juros, já beneficiava mais de 500 mil delas.

No último mês de agosto, o governo federal anunciou que 5,3 milhões de empresas teriam direito a novos empréstimos via Pronampe, com taxa de juros de 6% ao ano mais Selic, o que comprova que mais interessados desejam contrair empréstimos mesmo em meio à pandemia. 
 
A grande procura mostra que, quando as taxas são atrativas, as empresas recorrem ao crédito, seja para terem capital de giro, seja para expandirem seus negócios, aumentarem a produtividade ou investirem em tecnologia.

A grande novidade disponível atualmente, que pode facilitar o acesso a empréstimos e aquecer o mercado, é o Open Banking ou Sistema Financeiro Aberto. Idealizada pelo Banco Central, a iniciativa tem como principais objetivos trazer inovação ao sistema financeiro, promover a concorrência e melhorar a oferta de produtos e serviços financeiros ao consumidor.

Ela permite que clientes de produtos e serviços financeiros autorizem que suas informações sejam compartilhadas entre diferentes instituições credenciadas pelo Banco Central.

Com essa autorização, os dados serão compartilhados em diferentes plataformas e acessados por outras instituições cadastradas pelo BC, que garante que todo o trânsito de dados seja feito de forma segura e ágil. 

Atualmente, uma instituição financeira só pode acessar os dados e o histórico do cliente que realiza operações na própria instituição, ou seja, somente aquele com o qual mantém relacionamento.

Com a novidade, ao autorizar a instituição a compartilhar seus dados, será possível aproveitar outras oportunidades de acesso a serviços financeiros, com menos burocracia e mais agilidade. 
 
Isso amplia a concorrência entre as instituições financeiras e pode beneficiar ainda mais pessoas físicas e jurídicas. O BC alega que, assim, as instituições participantes poderão ofertar produtos e serviços para clientes de seus concorrentes, em benefício do consumidor, que poderá obter tarifas mais baixas e condições mais vantajosas. 

As instituições participantes, por sua vez, poderão oferecer soluções que facilitem o controle financeiro – quem, por exemplo, possui mais de uma conta bancária ou tem conta em um banco e empréstimo em outro, poderá ter todas as suas informações em um único local. 
 
Em resumo: as empresas já podem ter acesso a melhores condições de empréstimo para além das instituições com as quais mantêm relacionamento, uma vez que aquelas cadastradas no Open Banking poderão acessar seu histórico de transações.

E se até pouco tempo clientes novos precisavam esperar de cinco a dez dias para terem acesso aos recursos pleiteados, agora tudo pode ser resolvido em um único dia.  
 
É importante apenas que as empresas e pessoas físicas pesquisem a melhor oportunidade e verifiquem seu fluxo de caixa, para se certificarem da possibilidade de arcarem com as obrigações de curto e longo prazo. 

 

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