Conquistas requerem luta

Pilar Literário / 04/12/2020 - 00h29
O Monte Everest, a mais alta e mais cobiçada montanha do planeta, ficou maior. Sua altura oficial aceita desde 1954 era 8.848 metros, mas sofisticados aparelhos de medição constataram uma diferença, para mais, de dois metros. Além de ter crescido, o Everest “anda”. A cada ano ele se desloca seis centímetros no sentido nordeste. Esse avanço tem a ver, dizem os geólogos, com uma falha nas placas tectônicas que empurram a Índia em direção ao Nepal e à China.
 
Em 1924, dois alpinistas ingleses, George Mallory e Andrew Irvine deixaram seu acampamento , a 500 metros do topo do Everest, para fazer a última etapa da escalada que os levaria ao teto do mundo. Os dois alpinistas sumiram na neblina e nunca mais foram visto, até o dia primeiro de maio de 1999, quando o corpo congelado de um deles, o George, foi descoberto por montanhista, a 8.327 metros de altitude. 
 
As montanhas fascinam algumas pessoas. Para conquistá-las, escalam paredões verticais e atravessam abismos sob tempestades de neve; dormem como aranhas suspensas em cabos a 500 ou mil metros de altura. Uma corda que se solta, uma avalanche ou um escorregão podem significar o fim da aventura e da própria vida.
 
O K2, no Paquistão, tem o mais alto grau de perigo e verticalidade, com 8.611 metros. O Aconcágua, nos Andes, o maior das Américas, tem 6.959 metros. O Kilimanjaro, o gigante da Tanzânia, tem 5.891 metros e é o monte isolado mais alto do mundo. Com seu topo congelado a 20 graus, ele vive solitário no meio da savana africana.
 
Ninguém sabe ainda se George Mallory e seu amigo Andrew Irvine chegaram ao topo do Everest, mas na última vez que foram vistos com vida, eles estavam escalando a montanha.
 
Foram, foram, foram até onde puderam, embora não saibamos se conseguiram o seu intento. Eles foram determinados. E nas conquistas da vida esta é a palavra: determinação.
 
A nossa vida se espelha por caminhos escabrosos, cheios de desafios e dificuldades e, se assim não fosse a vida não teria graça, pois seria desprovida de objetivos, de ideais e sonhos. É isso o que nos torna heróis, embora no anonimato, mas com propósitos dignos de respeito e admiração. 
 
Um ano antes de Edmund Hillary conquistar o Everest ele fracassou por completo. Foram dele as palavras fitando uma enorme gravura que ilustrava seu percurso: “Monte Everest, você me venceu esta primeira vez, mas eu irei vencê-lo no próximo ano, por uma razão muito simples; você já chegou ao máximo de sua altura, enquanto eu ainda estou crescendo.
 
Não podemos desistir de nossos sonhos! Você tem algum projeto ousado, faraônico em que muitos põem dúvida? Cresça! Cresça em sabedoria, cresça na pesquisa, cresça no estudo, cresça valorizando-se! Logo você tomará posse de sua conquista, do seu galardão!
 
A nossa vida se espelha por caminhos escabrosos, cheios de desafios e dificuldades e, se assim não fosse a vida não teria graça, pois seria desprovida de objetivos, de ideais e sonhos. É isso o que nos torna heróis, embora no anonimato, mas com propósitos dignos de 
respeito e admiração
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